
Victoria Shannon
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No www.dailylit.com, o usuário assina para receber porções diárias, via e-mail, de centenas de livros que estão em domínio público. O leitor pode escolher o horário de envio e a periodicidade (todos os dias de semana à meia-noite, por exemplo), e o DailyLit manterá a caixa de mensagens abastecida com doses gratuitas de Dostoiévski ou Dickens, que podem ser lidas em cinco minutos. Pode-se ler A importância de ser sério, de Oscar Wilde, em 28 trechos enviados por e-mail, por exemplo, ou "A origem das espécies", de Charles Darwin, em 205 porções de fácil digestão.
O site atraiu cerca de 100 mil assinantes desde que entrou em operação, em maio, e está acrescentando novos títulos em francês, italiano, espanhol e, dentro em breve, em alemão, o que vai permitir que os usuários desfrutem dos textos de Voltaire, Dante, Cervantes e Goethe no original. O DailyLit também planeja oferecer livros modernos, cobrando cerca de US$ 5 pelo acesso a eles (abaixo do preço de um livro de bolso, apontou um porta-voz), e planeja começar a distribuir aulas de idiomas da Berlitz via e-mail, talvez por volta do quarto trimestre.
É animador ter acesso a velhos favoritos como "O castelo encantado", de Edith Nesbit, publicado em 1907, em porções para leitura rápida. O DailyLit encontrou uma maneira nova de distribuir o conteúdo disponível há anos em outros sites, como o Project Gutenberg. Mas nenhum desses acervos de clássicos em domínio público conseguiu até agora resolver o problema da motivação do leitor.
Desde que conheci Dublin, no ano passado, estou com uma versão de "Retrato do artista quando jovem, de James Joyce, carregada em meu celular, equipado com o software da eReader necessário a propiciar uma leitura confortável. Mas ainda não me animei a começar a leitura. Talvez, dividir o livro em 103 pequenos trechos venha a ajudar. Por outro lado, as mensagens literárias talvez sirvam para aumentar ainda mais o acúmulo de conteúdo não utilizado na minha caixa de mensagens.
Herald Tribune
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