
Atualizada às 17h04
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Os pesquisadores do Centro de Pesquisa sobre Crimes contra Crianças, da Universidade de New Hampshire, entrevistaram 1,5 mil usuários da rede mundial de computadores com idades entre 10 e 17, descobrindo que 65 deles haviam recebido propostas do tipo. Apenas um dos entrevistados afirmou ter atendido ao pedido.
Segundo a pesquisadora Kimberly Mitchell, esse era um resultado preocupante já que, em vista dos milhões de jovens presentes na Internet, as propostas relacionadas a fotos de conteúdo sexual poderiam chegar à casa dos milhares.
"Acreditamos que a maior parte das crianças não compreende bem o que está em jogo aqui", afirmou a pesquisadora. "Elas podem interpretar isso como um gesto grosseiro ou até mesmo como algo lisonjeiro, mas a elaboração e o envio de imagens do tipo, mesmo que por jovens, constitui produção e divulgação de pornografia infantil, um crime grave."
A pesquisa, publicada na sexta-feira pela Journal of Adolescent Health, disse que os resultados apontavam para a existência de uma nova ameaça aos jovens, uma ameaça criada pela fusão da fotografia digital com a Internet.
Mitchell acrescentou que os jovens que enviam mensagens particulares para namorados e namoradas talvez não percebam a facilidade com que essas fotos "podem ganhar uma circulação ilimitada e irrevogável dentro do ciberespaço." Segundo a pesquisadora, era importante educar os jovens a esse respeito.
Ernie Allen, presidente e diretor-executivo do Centro Nacional para Crianças Desaparecidas & Exploradas, afirmou desejar que as crianças "meditem sobre o assunto antes de postarem fotos na Internet."
"Acreditamos que a Internet é um veículo maravilhoso a ser explorado pelos pais e pelas famílias, mas essas pessoas precisam reconhecer a existência de riscos ali", disse Allen.
"Os pais precisam saber o que seus filhos estão fazendo, precisam saber dos riscos envolvidos no uso da Internet. Não queremos que elas (as crianças) fiquem assustadas ou com medo. Queremos que ajam com consciência."
Reuters
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