Segundo o site da revista New Scientist, o pesquisador Zhong Lin Wang, do Instituto de Tecnologia da Georgia, nos Estados Unidos, mais conhecido como Georgia Tech, descobriu que certos óxidos de zinco têm propriedades piezoelétricas. Com eles, é possível usar o movimento do corpo para gerar eletricidade e alimentar pequenos dispositivos eletrônicos. Apesar da óbvia aplicação médica (alimentar marca-passos, por exemplo), é possível que no futuro a tecnologia possa energizar um aparelho como o iPod.
Um material piezoelétrico gera eletricidade quando uma força mecânica é aplicada a ele. Há inúmeros materiais piezoelétricos na natureza e outros tantos criados artificialmente. O que torna o óxido de zinco tão especial é que ele pode ser usado para criar nanogeradores piezoelétricos dentro do corpo humano.
Qualquer movimento normal que a pessoa fizer (andar, correr, elevar o braço para tomar um copo d'água) pode ser usado para gerar energia elétrica com os nanogeradores. Segundo Wang, ainda há um longo caminho a trilhar até que a tecnologia seja usável e, principalmente, a custo acessível. Declara Wang: "tenho certeza de que daqui a três anos teremos algo que possa ser útil comercialmente".
A idéia de usar sangue humano para produzir energia em tempo real não é nova. Já em 2003, o jornal Sydney Morning Herald noticiava que pesquisadores japoneses estariam tentando gerar energia queimando a glicose do sangue dispositivos chamados "mitocôndrias cibernéticas". Além de acionar os músculos, os açúcares ingeridos moveriam também pequenos equipamentos eletrônicos.
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16h06 » Uso de células combustíveis está mais próximo