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Terça, 24 de julho de 2007, 10h45

Energia do fluxo sangüíneo pode alimentar aparelhos eletrônicos

Cientistas do Georgia Tech trabalham em um novo tipo de nanogerador que pode extrair energia do fluxo sangüíneo do corpo humano. Espera-se incorporar esses nanogeradores em sensores biomédicos, dispositivos de monitoramento e até mesmo gadgets de uso pessoal próximos ao corpo. A nova tecnologia, quando pronta, poderá ser empregada em um grande número de aplicações.

Segundo o site da revista New Scientist, o pesquisador Zhong Lin Wang, do Instituto de Tecnologia da Georgia, nos Estados Unidos, mais conhecido como Georgia Tech, descobriu que certos óxidos de zinco têm propriedades piezoelétricas. Com eles, é possível usar o movimento do corpo para gerar eletricidade e alimentar pequenos dispositivos eletrônicos. Apesar da óbvia aplicação médica (alimentar marca-passos, por exemplo), é possível que no futuro a tecnologia possa energizar um aparelho como o iPod.

Um material piezoelétrico gera eletricidade quando uma força mecânica é aplicada a ele. Há inúmeros materiais piezoelétricos na natureza e outros tantos criados artificialmente. O que torna o óxido de zinco tão especial é que ele pode ser usado para criar nanogeradores piezoelétricos dentro do corpo humano.

Qualquer movimento normal que a pessoa fizer (andar, correr, elevar o braço para tomar um copo d'água) pode ser usado para gerar energia elétrica com os nanogeradores. Segundo Wang, ainda há um longo caminho a trilhar até que a tecnologia seja usável e, principalmente, a custo acessível. Declara Wang: "tenho certeza de que daqui a três anos teremos algo que possa ser útil comercialmente".

A idéia de usar sangue humano para produzir energia em tempo real não é nova. Já em 2003, o jornal Sydney Morning Herald noticiava que pesquisadores japoneses estariam tentando gerar energia queimando a glicose do sangue dispositivos chamados "mitocôndrias cibernéticas". Além de acionar os músculos, os açúcares ingeridos moveriam também pequenos equipamentos eletrônicos.

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