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Quarta, 25 de julho de 2007, 08h55 Atualizada às 09h05

Programa de pôquer desafiará profissionais

Uma equipe de pesquisadores da Universidade de Alberta, em Edmonton, Canadá, desenvolveu o Polaris, um programa que joga pôquer. O programa será colocado em testes na próxima segunda-feira contra jogadores profissionais.

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Segundo o site Digital Trends, os jogadores profissionais Phil Laak e Ali Eslami confrontarão o Polaris em quatro partidas de Texas Hold 'Em, modalidade específica de pôquer, muito utilizada em campeonatos atuais.

A intenção da equipe da universidade é verificar se o Polaris conseguirá derrotar jogadores profissionais, o que representaria um notável avanço em inteligência artificial, já que o pôquer não é apenas um jogo matemático, exigindo também previsão das jogadas adversárias.

As partidas acontecerão como parte de uma conferência da Associação pelos Avanços da Inteligência Artificial, em um hotel de Vancouver. Um público de mais de mil pessoas estará presente.

O desafio acontecerá em dois dias e renderá aproximadamente 500 rodadas, com um prêmio final estabelecido de US$ 50 mil ao vencedor, conforme noticiou o The Guardian.

Para Jonathan Schaeffer, cientista líder na programação de Polaris, ainda que o programa incorpore bem as rotinas do jogo, não é o favorito na competição. "Eu não estou nervoso. Todo mundo espera que os humanos ganhem", explicou Schaeffer, que mesmo assim acredita que não será fácil vencer a máquina.

Para evitar a influência do fator sorte, o programa foi desenhado para eliminá-lo. Outra das capacidades do Polaris é a habilidade de aprender com o jogo de seu oponente para identificar sua estratégia e suas fraquezas.

Phil Laak acha que o fato de não poder ler a expressão de seu adversário será um dificultador, mas também não poderá ser lido. "Eu posso dizer alto: Computador, eu vou tentar te enganar agora. Ele vai memorizar meus padrões de aposta", contou.

Magnet

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