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Quinta, 9 de agosto de 2007, 09h32 Atualizada às 09h44

Programa busca imagens na web para retocar fotos

Mark Ward

Fotógrafos que trabalham com câmeras digitais poderão, em breve, apagar elementos não desejados em fotos usando ferramentas que buscam imagens semelhantes na Internet.

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Equipes de pesquisa dos Estados Unidos desenvolveram um novo algoritmo (método de cálculo) que usa páginas como Flickr para ajudar a descobrir fontes de luz, posição da câmera e composição da fotografia. Usando estas informações a ferramenta então busca por objetos, como paisagens ou carros, que combinem com a fotografia original, para substituir o elemento não desejado.

A equipe de cientistas americanos visa criar imagens de arquivo que possam ser usadas por qualquer pessoa para editar fotos.

Ex-namorados
James Hays e Alexei Efros, da Universidade Carnegie Mellon, em Pittsburgh, desenvolveram o novo algoritmo que ajuda as pessoas que querem remover partes de uma fotografia.

As partes a serem removidas podem ser caminhões passando por uma paisagem ou até mesmo ex-namorados ou ex-namoradas. Para encontrar elementos que combinem, o algoritmo procura em um banco de dados de 2,3 milhões de imagens escolhidas na página especializada Flickr.

"Procuramos por outras cenas que têm, da maneira mais aproximada possível, as mesmas informações semânticas para a cena", disse Hays, que mostrou o projeto em uma conferência de gráficos para computador, a Siggraph, em San Diego.

Neste sentido, "semântico" significa composição. Então uma foto com um lago em primeiro plano, colinas agrupadas e o pôr-do-sol ao fundo, tem, segundo o algoritmo, uma "semântica" diferente de uma foto de uma cidade com o rio atravessando seu território.

A análise do banco de dados descarta 99,9% das imagens e separa as 200 mais semelhantes para mais análise. Em seguida, o algoritmo procura nestas 200 para ver se elas têm elementos, como colinas ou até prédios do tamanho certo, além de cores para preencher o buraco deixado pela imagem retirada.

As partes úteis das 20 melhores fotos são então cortadas e adicionadas à imagem sendo editada, para que as melhores opções sejam escolhidas. Segundo Hays, os primeiros testes mostraram que apenas 30% das imagens alteradas podiam ser notadas.

Objetos
Outro objetivo é usar imagens baseadas na internet para criar um banco de imagens de objetos que, uma vez inseridos em uma fotografia, pareçam convincentes.

"Queremos gerar objetos com muito realismo e manter a facilidade do uso de um banco de imagens", disse Jean-François Lalond, da Universidade Carnegie Mellon, que liderou a pesquisa.

Para gerar este banco de imagens, a equipe pegou a biblioteca de imagens online Label Me, usando vários objetos como pessoas, árvores e carros.

O desafio, segundo Lalonde, é descobrir quais imagens desta biblioteca serão úteis e convincentes quando colocadas nas fotografias. "Usamos a altura das pessoas na imagem original para estimar a altura da câmera usada para tirar a foto", disse Lalonde.

O programa, desenvolvido em parceria com a Microsoft Research, analisa cenas para descobrir a orientação dos objetos e fontes de luz, por meio de tons de cores, dividindo a imagem em três regiões.

Com estes dados, o algoritmo procura fotos no banco de imagens que foram tiradas de posições semelhantes e com níveis semelhantes de píxel. O grupo criou uma interface para o banco de imagens para que as pessoas possam escolher quais elementos querem adicionar a uma foto.

BBC Brasil

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