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Quinta, 9 de agosto de 2007, 11h03

Celular com câmera revela arte virtual na Escócia

Mark Ward

Pesquisadores escoceses estão usando telefones celulares com câmeras para ajudar a unir os mundos real e virtual. Usando algoritmos para combinação de imagens, os pesquisadores encontraram uma forma de enfeitar o mundo real com conteúdo digital.

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A tecnologia já foi usada para criar um guia da cidade de Edimburgo, na Escócia, que permite que as pessoas encontrem com seus celulares obras de arte virtuais espalhadas pela cidade.

Outro projeto relacionado usa a tecnologia para automaticamente atualizar o blog de uma pessoa com o local onde ela está. "É como usar um celular com câmera como uma varinha mágica", disse Mark Wright, da Divisão de Informática da Universidade de Edimburgo, que teve a idéia.

No centro do chamado projeto Spellbinder está um banco de dados de todos os locais nos quais os participantes adicionaram informações. As pessoas tiram uma foto de algum lugar com o celular e então, usando mensagens de multimídia, enviam para o Spellbinder.

Segundo Wright, poderosos algoritmos de combinação de imagens são usados para analisar a imagem, para lidar com imagens do mesmo lugar tiradas em condições diferentes de luz ou orientação.

Uma vez que o programa tenha descoberto a localização de uma imagem, o Spellbinder consulta o banco de dados e envia de volta uma imagem com os extras adicionados, formando a obra de arte virtual.

Jogos
Projetos anteriores para aumentar o mundo real com conteúdo digital usavam códigos de barra em objetos ou a instalação de algum programa nos telefones dos usuários.

Mas os códigos de barra requeriam que alguém colocasse etiquetas em tudo, segundo Wright, e os programas podem ser difíceis de manter em cada telefone celular que poderia usá-los.

O primeiro uso do sistema foi o projeto Arte Invisível em Edimburgo. Wright afirmou que esse projeto encorajou as pessoas a explorarem a cidade e tirarem fotos de monumentos para ver se outros usuários tinham adicionado alguma coisa a estes monumentos.

Um jogo também foi desenvolvido usando o sistema, no qual os jogadores usam uma grande imagem individual, de seus corpos, e recebem uma "base" ou local que devem proteger.

Pontos são ganhos por aqueles que conseguem fazer imagens das roupas do adversário ou de suas bases.

Outro projeto, chamado Comera, pode significar uma vantagem para blogueiros ou usuários de redes de relacionamento como Facebook ou MySpace, pois consulta o banco de dados do Spellbinder para automaticamente atualizar páginas com informações a respeito do local onde os usuários estão.

Apesar de o Spellbinder ter sido usado para achar locais, o programa poderia ser usado para combinar quase qualquer tipo de informação, segundo Wright. "Com o Spellbinder, o mundo real se transforma em um recurso de computador", disse.

O projeto foi apresentado na feira Siggraph, em San Diego, Estados Unidos.

BBC Brasil

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