
Isso permitiria, por exemplo, experimentar a potência de um golpe de direita de um tenista como Rafael Nadal ou realizar operações à distância.
Segundo explica Alan Marshall, professor de telecomunicação do centro universitário e responsável pela pesquisa, qualquer usuário poderia "tocar" objetos virtuais manipulando um "braço mecânico" que responde a sinais eletrônicos.
"Estamos a ponto de entrar em uma segunda etapa na internet, na qual seria capaz de facilitar uma comunicação multimodal, incluindo sensações adicionais. A Queen''s University está na frente na corrida global para introduzir as estruturas necessárias que vão transportar tal informação", disse Marshall.
Na sua opinião, o uso mais comum para esta nova "ferramenta sensorial", que transmite movimentos, vibrações ou pressões, será no campo dos games.
Os jogadores, assegurou o especialista, poderiam sentir a sacudida da máquina ao efetuar um saque em uma partida de tênis ou ao dar um soco em uma briga virtual.
Mas também o campo da medicina poderia ser beneficiado com o avanço, segundo Marshall, que prevê um futuro não muito distante no qual os cirurgiões vão operar à distância através da internet.
As pesquisas do grupo de cientistas norte-irlandeses durarão três anos e estão sendo feitas em cooperação com as multinacionais British Telecom, Inmersion e HandshakeVR.
Embora o estudo esteja em um estágio inicial, a Queen''s University já apresentou ao mundo o primeiro "aperto de mãos online", comemorou Marshall.
EFE
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