
Chris Buckley
Lou Qinjian, vice-ministro da Indústria da Informação, disse que seu país foi vítima de uma campanha de infiltração e subversão via computador, e propôs uma série de contramedidas que incluem censura mais severa, novas organizações de segurança e controles comerciais.
Ele não mencionou as recentes alegações ocidentais de espionagem contra a China.
"A Internet se tornou o principal canal tecnológico para atividades de espionagem externa contra departamentos vitais, centrais, de nosso governo," ele escreveu na Chinese Cadres Tribune, uma revista oficial.
"Nos últimos anos, o partido, o governo, órgãos militares e unidades nacionais de pesquisa científica de defesa sofreram muitos casos sérios de perda, roubo e vazamento de segredos, e os danos aos interesses nacionais foram imensos e chocantes." Ele não deu detalhes sobre casos específicos.
As redes de computadores da China têm diversas lacunas de segurança que anulam em larga medida as medidas de censura do Partido Comunista, e expõem segredos valiosos a espiões, disse Lou.
Os Estados Unidos e outras potências "hostis" estavam explorando essas vulnerabilidades e seu domínio da tecnologia para aproveitar a Internet como veículo de "infiltração política", afirmou ele.
"Nos produtos de tecnologia de Internet exportados pelos Estados Unidos existem muitas portas clandestinas de acesso para permitir infiltração tecnológica e o roubo de nossos segredos", disse.
As empresas norte-americanas negam vigorosamente essas alegações.
O Ministério da Indústria da Informação é uma das diversas agências que tentam controlar a Internet do país, entre as quais o Ministério de Segurança Pública e o departamento de propaganda do Partido Comunista.
Lou defendeu uma abordagem mais unificada, com uma nova agência que estudaria as implicações de segurança das decisões de negócios de empresas estrangeiras.
A China tem 140 milhões de internautas registrados e Lou disse que eles estão sendo desvirtuados por conteúdo "degenerado". Ele pediu defende censura ainda mais estrita em relação ao que já é imposto pelo governo.
Reuters
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