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Tecnologia

 
 

Banda larga terá 10 mi de conexões no Brasil em 2010, diz Cisco

12 de setembro de 2007 15h19 atualizado às 16h33

O número de conexões de banda larga no Brasil deve chegar a 10 milhões até 2010, uma alta de 47% em relação às quase 6,8 milhões registradas em junho deste ano. E a expansão do setor deve continuar, independentemente de um crescimento econômico menos forte, afirma uma pesquisa divulgada nesta quarta-feira.

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Segundo dados levantados por estudo elaborado pela empresa de pesquisa do mercado de tecnologia IDC e pela fabricante de equipamentos de rede Cisco, a expansão ocorre apoiada em um ambiente de forte demanda reprimida existente principalmente em cidades médias do país.

De acordo com o presidente da Cisco no Brasil, Pedro Ripper, o setor teria hoje mais clientes se chegasse a centros urbanos menores. "Mesmo que o PIB fique abaixo do previsto (por conta das turbulências dos mercados financeiros), chegaremos a esses 10 milhões de usuários. Ainda tem muita ineficiência para crescer sobre a base atual. A gente estima que até mais 2 milhões de pessoas poderiam estar no sistema agora se houvesse estrutura para isso, o que até 2010 deve estar mais assentado", disse Ripper a jornalistas.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta quarta-feira que o Produto Interno Bruto do país cresceu 0,8% no segundo trimestre em relação aos três primeiros meses do ano. Economistas consultados pela Reuters na semana passada esperavam, em média, expansão de 1,2% do PIB.

Em comparação com os três primeiros meses do ano, o segundo trimestre foi marcado por uma expansão de 8% da banda larga no Brasil. O destaque foi para a faixa de velocidade superior a 1 megabit por segundo, que registrou a maior taxa de crescimento no período e 26% de participação. Na comparação com o segundo trimestre de 2006, houve queda de preços de 30,3% nessa velocidade.

O diretor de pesquisa da IDC, Mauro Peres, afirmou que "a carga tributária já começa a segurar a queda dos preços". "Havia uma gordura forte, que foi caindo com a ampliação da base. Ainda tem uma margem (para redução de preços), mas não é muita", disse ele.

A pesquisa patrocinada pela Cisco detectou pela primeira vez o número de usuários de acesso rápido à Internet por meio da telefonia móvel, que ao fim do segundo trimestre era de 233 mil em todo o país, ante 6,5 milhões de assinantes de serviços baseados em linhas fixas. O estudo considerou para a telefonia móvel as conexões feitas por meio dos sistemas 2,5G, 3G, GPRS e EDGE de computadores.

Reuters
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