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O menino-robô, de 43 centímetros de altura e 2,7 kg, é o resultado de cinco anos de trabalho de Hanson e um pequeno grupo de engenheiros, designers e programadores em sua companhia, a Hanson Robotics. Eles acreditam que o desenho e a venda de companheiros robóticos humanóides, ou robôs sociais, é um negócio emergente, e vão apresentar o menino-robô a alunos de até 12 anos de idade em Los Angeles.
Diferentemente de outros robôs de brinquedo, Hanson vislumbra seu Zeno como uma companhia interativa e capaz de aprender, um amigo andróide que pode bater papo e expressar emoções através da face, feita de um material sintético semelhante à pele, material que Hanson chama de "frubber". "É uma representação robótica como um personagem de animação, mas que é inteligente, ele vê você e reconhece seu rosto. Ele aprende o seu nome e pode construir uma relação com você", explica Hanson.
Se todo o conceito soa como um filme de ficção científica, não é coincidência. Hanson diz ter sido inspirado pelo mesmo tipo de realismo encontrado no livro Superbrinquedos duram o verão todo, de Brian Aldiss. A história do garoto robótico problemático David e sua jornada pelo amor de seus parentes de carne e osso foi a fonte material para o filme Inteligência Artificial, de Steven Spielberg.
Hanson planeja que os pequenos Zenos robóticos estejam disponíveis ao consumidor nos próximos três anos, com preço entre US$ 200 e US$ 300. As informações são da agência Associated Press.
Redação Terra
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AP
Hanson posa com seus dois Zenos: seu filho de 18 meses e o garoto robô
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