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Segunda, 17 de setembro de 2007, 14h37 Atualizada às 15h30

Páginas oferecem desculpas para maridos infiéis

Maridos que precisem de uma boa desculpa para "ficar livres de certas obrigações, justificar um encontro ou viver uma aventura sem colocar em risco o matrimônio" já dispõem de uma nova ferramenta fundamental para sua vida dupla: páginas da internet que elaboram minuciosamente inúmeras justificativas através do pagamento de honorários.

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Presente há anos no mercado dos Estados Unidos, Inglaterra e Bélgica, o negócio agora se populariza em toda a Europa, especialmente na França e na Suíça.

O site suíço alibi-beton.com, lançado em maio e que já tem uma centena de clientes, oferece em três idiomas - inglês, francês e alemão - "desculpas sólidas como concreto (betón, em francês), personalizadas e plausíveis".

O alibi-beton fornece aos clientes "provas como contas de restaurante, convites, faturas de hotéis, reservas aéreas e chamadas telefônicas com voz masculina ou feminina". "Sou bastante imaginativa", explica à AFP a fundadora do site, Christine Barnicol. "Mas não aceito qualquer cliente. Um jovem me pediu uma desculpa para não fazer provas na universidade e me neguei a atender", afirma Barnicol.

Lançada recentemente na França por uma ex-detetive, Régine Mourizard, a agência Ibila funciona com as mesmas idéias. Sua página na web, alibila.com, recebe pelo correio ou por telefone os pedidos. Os clientes recebem então um orçamento correspondente.

As tarifas da Ibila variam de 19 euros (cerca de R$ 50) por uma chamada de telefone a 50 euros (cerca de R$ 130) por um documento. A conta sobre para casos mais complicados e a Ibila afirma que não há reembolso caso a desculpa não funcione.

A psicóloga Claudine Biland vê no desenvolvimento das páginas de desculpas "um sinal de americanização". "O peso da culpa na relação à mentira é muito forte nos Estados Unidos, muito mais que nos países latinos", sustenta a pesquisador, autora do livro "Psicologia do mentiroso".

"Utilizando uma agência de desculpas, a pessoa tira a culpa das costas", diz Biland. "Todo o processo é um pouco perverso", afirma a psicóloga ao assinalar que, em sua opinião, esse tipo de serviço "terá um alcance muito limitado na França".

AFP

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