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Apesar de quase 16 anos terem se passado desde o fim da União Soviética, o domínio .su é cada vez mais popular entre empresas, agremiações e grupos políticos. Números divulgados pelos defensores do domínio .su mostram que há quase 10 mil sites registrados com o domínio e cerca de 1,.5 mil novas páginas foram adicionadas este ano.
Defensores do sufixo disseram nesta quarta-feira que iniciaram negociações com a Icann para a sua manutenção. "Queremos salvá-lo", disse Alexei Platonov, diretor do Instituto Russo de Redes Públicas, entidade independente que promove o uso da tecnologia. "Em primeiro lugar há uma comunidade e em segundo lugar há a história do nome do domínio. É original e oferece endereços de sites que outros domínios não têm mais", disse Platonov.
O sufixo .su foi atribuído à União Soviética como código de país na Internet em 19 de setembro de 1990, no início da revolução da rede mundial de computadores. A União Soviética deixou de existir 15 meses depois. O domínio .ru, atribuído à Rússia após o colapso da União Soviética, é o mais utilizado pela maior parte dos russos, mas as pessoas continuam registrando endereços de Internet baseados no sufixo .su.
Nomes de domínio de países são atribuídos de acordo com uma lista internacional chamada ISO 3166-1 que contém códigos de duas letras para cada nação. Como a União Soviética não está mais na lista, o domínio .su deveria ser eliminado assim como aconteceu com o .cs, por conta da divisão da Tchecoslováquia em República Tcheca e Eslováquia em 1993, informou a Icann.
Reuters
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