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A informação foi dada nesta quinta-feira por Anand Chandrasekher, que dirige o grupo de ultramobilidade da empresa, durante o Intel Developer Forum, que se realiza em San Francisco, Estados Unidos. Os MIDs foram criados para transmitir informações a usuários de aparelhos como navegadores via satélite.
"Trata-se de uma grande oportunidade que teremos", disse David Perlmutter, vice-presidente sênior da Intel e diretor do grupo de mobilidade da empresa. Ele também comanda, do ponto de vista da engenharia, todos os esforços da Intel Architecture, a definição do formato básico dos semicondutores da empresa.
A Intel controla cerca de 80 por cento do mercado mundial de microprocessadores, e seus chips acionam a maioria dos servidores e computadores pessoais em uso no mundo. Mas, com o amadurecimento do mercado de computadores, a empresa precisa procurar crescimento em novos mercados, além do segmento de laptops, que vem passando por forte expansão.
"A Intel está se crescendo de sua força tradicional nos PCs para novos mercados, como o de aparelhos móveis de menor porte", disse Roger Kay, analista da Endpoint Technologies Associates. "Se você estudar todo o desenvolvimento arquitetônico da Intel, perceberá que a empresa está avançando em diversas direções diferentes, para áreas adjacentes onde ela não era forte até agora."
Paul Otellini, o presidente-executivo do grupo, disse na terça-feira que a Intel quer levar sua tecnologia do mercado de computação de alto desempenho aos aparelhos mais comuns, de decodificadores de televisão por assinatura a equipamentos portáteis de acesso à Internet.
Perlmutter, acrescentou que em 2008 a Intel começará a distribuir a tecnologia de processadores Montevina, que combinará funções de rede sem fio padrão WiFi e WiMax. A plataforma Menlow vai consumir 10 vezes menos energia que os primeiros PCs ultraportáteis que chegaram ao mercado. Depois da Menlow, a Intel está planejando uma plataforma apelidada de Moorestown, que aumentará a capacidade utilização de baterias exponencialmente por meio da redução de desperdício de energia.
"O ano de 2008 será muito interessante, mas 2009 deverá ser ainda mais interessante" quando a Intel introduzir a Moorestown, disse Kay.
Reuters
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