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 Americanos trocam amigos e vida sexual pela Internet
20 de setembro de 2007 15h02 atualizado às 15h25

Navegar pela Internet tornou-se uma obsessão para muitos norte-americanos, com a maioria dos adultos no país sentindo que não pode ficar uma semana sem se conectar, e uma em cada três pessoas abre mão dos amigos e da vida sexual pela web.

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Uma pesquisa ouviu 1.011 adultos nos Estados Unidos sobre quanto tempo eles ficavam bem sem entrar na Internet: 15% responderam um dia ou menos; 21% afirmaram dois dias; e 19% disseram alguns dias.

Apenas um quinto dos entrevistados que participaram da pesquisa online, conduzida pela agência de publicidade JWT entre 7 e 11 de setembro, disseram que podem ficar uma semana sem se conectar.

"As pessoas nos disseram quão ansiosas, isoladas e entediadas elas se sentem quando são forçadas a ficar offline", disse Ann Mack, diretora de análise de tendências da JWT, que conduziu a análise para ver como a tecnologia estava mudando o comportamento das pessoas. "Elas se sentem desconectadas do mundo, dos amigos e da família", relatou Mack.

A pesquisa descobriu que o uso de telefones celulares e de Internet está se tornando cada vez mais uma parte essencial da vida dos norte-americanos, com 48% dos entrevistados concordando sentir que algo importante falta quando não há acesso à web.

Mais de um quarto - ou 28% - admitiu gastar menos tempo se relacionando pessoalmente com outros indivíduos por conta do tempo que passavam na frente do computador, conectados. O levantamento também mostrou que uma parcela de 20% diminuiu a atividade sexual por causa da Internet.

Celulares superaram a televisão quando os entrevistados responderam qual aparelho as pessoas não podem ficar sem. E a Internet superou todos os candidatos, sendo considerada como o item mais indispensável para as pessoas.

"(A Internet) está abrindo caminho entre as atividades offline, sexo, relacionamentos cara a cara e entre o tempo que as pessoas passavam vendo TV e lendo jornais e revistas. Está conseguindo seu espaço", disse Mack. Eu não creio que os parceiros (dessas pessoas) estão muito felizes com isso", acrescentou.

Reuters
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