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Sexta, 21 de setembro de 2007, 09h39 Atualizada às 11h48

Robôs são pouco populares entre idosos no Japão

Ifbot, o robozinho que "mora" em um asilo japonês, pode conversar, cantar, expressar emoções e aplicar alguns joguinhos para ajudar os idosos a manter sua agilidade mental. Mas nos últimos dois anos, Ifbot tem ficado muito tempo encostado em um canto, sozinho. "Os idosos gostam da máquina por um mês, mais ou menos, depois perdem o interesse", diz Yasuko Sawada, diretora do estabelecimento em Kioto.

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O robô, que tem 45 cm de altura, custou US$ 4,3 mil (equivalente a pouco mais de R$ 8 mil) é menos popular do que bichos de pelúcia. O Japão, que esperava ter nos robôs uma grande ajuda para a metade do século, quando cerca de 40% da população será de idosos, enfrenta o desinteresse destas pessoas pelas máquinas de comunicação.

"A maioria do idosos não está interessada em robôs. Eles os vêem como máquinas complicadas e pouco práticas, pois o que desejam é poder andar por suas casas, tomar banho, ir ao banheiro. Essas são suas preocupações", diz Ruth Campbell, assistente social geriátrica da Universidade de Tóquio.

Os fabricantes japoneses têm aprendido pelo jeito mais difícil que os idosos desejam produtos para o dia a dia adaptados às suas necessidades especiais - fácil de ler para quem tem vista cansada, botões grandes para pessoas que sofrem de tremores e bom áudio para quem tem dificuldades de audição.

Redação Terra

Reuters
Robô é capaz de falar, cantar e fazer joguinhos, mas não desperta muito interesse dos idosos
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