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Terça, 9 de outubro de 2007, 10h01

Físico brasileiro descobriu fenômeno do Nobel

O professor e pesquisador do Instituto de Física da UFRGS, Mario Baibich, estava na França, em 1988, e foi pioneiro nas medições que levaram ao efeito da magnetorresistência gigante, premiado com o Nobel de Física deste ano, e que foi a base para a criação de leitores de gravação utilizados em discos rígidos acima de 1.8 GB e de transistores metálicos que não aquecem e são cem vezes menores que os baseados em semicondutores.

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Baibich trabalhava no laboratório de Albert Fert, na Universidade Paris-Sul, e tratou do assunto em seu pós-doutorado. Um dos ganhadores do prêmio Nobel de Física de 2007, Fert foi o orientador da tese de Baibich.

O primeiro artigo sobreo fenômeno, publicado em uma edição da Physical Review Letters foi assinado por Baibich como autor principal. Ele contou, em entrevista no site do Instituto de Física da Universidade, que a magnetorresistência gigante começou a ser aplicada comercialmente em 1994, como sensor para sistemas de freio na indústria automobilística.

A comercialização da tecnologia acontece principalmente em leitores de gravação. A Comunidade Européia montou equipes de pesquisa para aprofundar os estudos de possíveis aplicações.

A tecnologia, segundo contou Baibich, é muito simples, e as aplicações vão além das memórias de computador, avançando para a biomedicina e estudos de DNA.

Redação Terra

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