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Terça, 9 de outubro de 2007, 15h04

Físico brasileiro destaca o trabalho em equipe

O pesquisador e professor do Instituto de Física da UFRGS Mario Baibich, pioneiro na descoberta da magnetorresistência gigante (GMR), fenômeno que deu aos cientistas Albert Fert e Peter Grünberg o Nobel de Física de 2007, se declarou "muito orgulhoso" com a distinção. Mesmo não tendo sido nomeado, destacou em entrevista ao portal Terra que "importante é o trabalho em equipe, e as conseqüencias da descoberta". Apesar de ter feito parte do grupo, Baibich não tem participação nas patentes surgidas a partir do trabalho, nem nos lucros. "Nem o pessoal da França tem, os direitos devem ser de Grünberg", disse.

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Além de aumentar de maneira espetacular a capacidade de armazenamento e processamento de dados dos PCs, a nanotecnologia também tem aplicações na telemedicina, biomedicina, nos estudos de DNA. Mas o professor cita outros usos cotidianos da GMR. "Na computação temos muita coisa, já, como as memórias não-voláteis, novos sistemas de armazenamento que estão sendo desenvolvidos para substituir os discos rígidos e dispositivos operados diretamente pela corrente, e não pela indução, por exemplo".

"A memória não-volátil já existe, mas ainda é cara", disse Baibich. O professor afirmou que "há muita gente investindo muito dinheiro" para aprofundar e desenvolver a tecnologia, e por isso vê "boas possibilidades de comercialização" de novas aplicações. Quando? "Muito em breve", garantiu.

Redação Terra

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