A dupla foi condenada por conspiração, lavagem de dinheiro, fraude e transmissão de material obsceno, após um julgamento que durou três semanas e ouviu oito testemunhas.
Kilbride e Schaffer trabalhavam há quatro anos comprando listas de endereços de emails, em que figuravam inclusive crianças, e veiculando anúncios para sites pornográficos. Ambos lucraram durante este tempo mais de US$ 2 milhões em comissões pagas mediante entrada e registro de novos usuários nos sites anunciados.
Em apenas nove meses durante 2004, os spammers veicularam 600 mil mensagens não solicitadas. A maior parte das mensagens era enviada como se tivesse sido originada por servidores holandeses, quando os emails eram na verdade enviados de Phoenix, no Arizona.
Schaffer e Kilbride não trabalhavam sozinhos: outros três spammers (Jennifer Clason, Andrew Ellifson e Kirk Rogers) confessaram culpa anteriormente, testemunharam contra a dupla e ainda aguardam sentença.
Schaffer foi condenado a 63 meses de prisão, enquanto a pena de Kilbride foi superior, de 72 meses, por tentar impedir o depoimento de uma testemunha. Além da prisão, ambos receberam multa de US$ 100 mil e serão obrigados a pagar US$ 77,5 mil para o provedor americano AOL, para onde a maior parte dos spams era enviada.
O juiz David G. Campbell também ordenou a cada um a restituição do valor ilegal ganho de US$ 1,1 milhão, conforme noticiou o site The Inquirer.
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