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Robôs
Sábado, 20 de outubro de 2007, 15h57  Atualizada às 16h08
Robô mata 9 e fere gravemente 14 em teste militar
 
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Uma arma robô matou nove pessoas e feriu gravemente outras 14 em um teste em uma base militar na África do Sul na última sexta-feira. A máquina de combate anti-aéreo começou a atirar sem o comando humano obrigatório, de acordo com a Wired.

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O equipamento foi desenvolvido para identificar alvos e se posicionar sozinho, precisando apenas de um comando humano para começar a atirar. Uma possível falha de software causou que o equipamento atirasse sem autorização. A Força Nacional de Defesa da África do Sul está investigando as causas do acidente.

O porta-voz de Segurança Nacional, brigadeiro general Kwena Mangope disse que as causas do problema ainda não são conhecidas. De acordo com a mídia local, o teste com munição de verdade aconteceu no Centro de Treinamento de Combate do Exército da África do Sul em Lahotlha.

"Assumimos que houve problema mecânico, que levou ao acidente. A arma, que estava carregada, não atirou de maneira adequada. Parece que é controlada toda por computador, travou após uma explosão e começou a atirar sem controle, matando e ferindo os soladados", disse Mangope, em entrevista ao The Star.

Uma oficial de artilharia arriscou sua vida para salvar os companheiros da arma, de acordo com o jornal. A mulher ainda não foi identificada, mas foi incapaz de parar o robô, que atirou 500 balas explosivas pelo campo.

Richard Young, engenheiro eletrônico e presidente de uma empresa de defesa, não acredita que a falha foi apenas do computador.

A Oerlikon GDF-005 é uma arma anti-aérea desenvolvida para utilizar um radar passivo e ativo, assim como o buscadores a laser e travar em alvos em alta-velocidade, além de aeronaves que voam baixo, helicópteros, robôs voadores e mísseis. Em modo automático, o computador encontra sozinho o seu alvo e atira com duas armas 35 mm e recarrega automaticamente.
 

Redação Terra