Gary McKinnon é acusado de invadir 53 computadores militares nos EUA
Foto: ThisisLondon.com/Divulgação
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McKinnon, também conhecido como "Solo", foi detido em 2002 depois de acusações de promotores públicos norte-americanos de que ele havia obtido acesso ilegal a computadores do governo - entre os quais máquinas do Pentágono, exército, marinha e aeronáutica e da NASA, causando prejuízos no valor de US$ 700 mil.
Um tribunal distrital decidiu em maio de 2006 que ele deveria ser extraditado, uma decisão sustentada em abril pela alta corte de Londres. No entanto, na segunda-feira três dos mais importantes juízes britânicos deram permissão a McKinnon para que leve seu caso à Câmara dos Lordes.
Os advogados de McKinnon argumentam que enviá-lo aos Estados Unidos constituiria uma violação de seus direitos humanos, um abuso dos procedimentos judiciais ingleses e que deveria ser negada porque sua extradição havia foi solicitada "com o propósito de persegui-lo por sua nacionalidade ou opiniões políticas".
Entre fevereiro de 2001 e março de 2002, usando seu computador, em Londres, McKinnon obteve acesso não autorizado a 97 computadores pertencentes ao e usados pelo governo dos Estados Unidos. Ele está sendo acusado de causar a queda de toda a rede do distrito militar de Washington, parte do exército norte-americano, envolvendo mais de dois mil computadores, por 24 horas.
No momento de seu indiciamento, Paul McNulty, procurador federal norte-americano para o distrito leste da Virgínia, disse que "McKinnon está sendo acusado da maior invasão de computadores militares de todos os tempos".

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