Alunos são retirados da escola depois do tiroteio
Foto: AFP
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A polícia disse também que o aluno do Colégio Jokela atirou contra si mesmo e está hospitalizado. O vídeo no YouTube mostra uma foto de uma escola, que parece ser a Jokela. A foto então se fragmenta e revela a imagem de um homem apontando uma arma para a câmera.
"Ele (o atirador) avançava sistematicamente pelos corredores, batendo nas portas e atirando através delas", disse Kim Kiuru, que dá aulas na escola no município de Tuusula, cerca de 60 km de Helsinque. "Era surreal, um aluno a quem eu mesmo dei aula correndo na minha direção, gritando, de pistola na mão."
O vídeo do YouTube é intitulado "Massacre no Colégio Jokela ¿ 7/11/2007" e foi publicado por um usuário chamado Sturmgeist89. "Sturmgeist" significa espírito da tempestade em alemão. "Estou disposto a lutar e morrer por minha causa", afirmou uma mensagem de um usuário de mesmo nome. "Eu, como selecionador natural, vou eliminar todos aqueles que julgar impróprios, desgraças da raça humana e falhas da seleção natural."
Horas depois do tiroteio, a conta do usuário foi suspensa.
Muitas armas, poucos incidentes
A polícia cercou a escola e uma autoridade municipal anunciou pouco antes das 12h (horário de Brasília) que o cerco tinha acabado. O policial Olli Laine havia dito que a polícia desocupara o prédio, que abriga alunos tanto do ensino fundamental como do ensino médio.
Kiuru contou que ajudou seus alunos do oitavo ano a fugir do prédio pelas janelas da sala de aula quando os tiros começaram. Apesar de a Finlândia ter a terceira maior proporção per capita de armas de fogo do mundo, são raros os incidentes de violência nas escolas de lá.
O primeiro-ministro finlandês, Matti Vanhanen, declarou a repórteres que o tiroteio foi um "evento extremamente triste". O último ataque de destaque no país aconteceu em 2002, quando um rapaz matou seis pessoas e a si mesmo em uma explosão suicida dentro de um shopping center de Helsinque.
(Reportagem adicional de Sakari Suoninen e Terhi Kinnunen)

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