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Duas personalidades mundiais do software livre fazem palestra na abertura da conferência. Richard Stallman e John Maddog Hall. Stallman, considerado o "pai" do software livre, abordará "O Movimento do Software Livre e o Sistema de Operação GNU/Linux". Considerado o "guru" mundial do software livre, Madddog (cachorro louco, em inglês), é um dos fundadores do movimento Open Source International e, desde 1995, preside a Linux International. Ele também foi reitor da faculdade de Informática Hartford State Technical College, onde recebeu o apelido de Maddog, pelo qual prefere ser chamado.
Ainda de manhã, Itaipu lançou seu novo portal de Internet, que segundo Gilmar Piolla, superintendente de Comunicação Social da empresa, é fruto de um projeto inovador no Brasil e no Paraguai, baseado em tecnologia de software livre. "Utilizamos banco de dados e gerenciador de domínio público, ou seja, de utilização gratuita. As 1,5 mil páginas internas conterão informações sobre programas desenvolvidos pela Itaipu nas margens brasileira e paraguaia".
Segundo Piola, com fotografias e vídeos antigos o portal resgata a história da hidrelétrica sob os pontos-de-vista humano, diplomático e energético. "Relembra o histórico da Itaipu no idioma guarani como forma de homenagear o povo paraguaio e a todos aqueles que ajudaram a construir a maior hidrelétrica do mundo em geração de energia".
O organizador do evento, Marcos Dellazari, explica de forma simples o funcionamento do software livre. "É como uma receita de bolo. Uma pessoa publica e outra acessa e cria uma cobertura diferentes alterando o sabor. Outras pessoas decidem melhor ainda mais a receita e vão acrescentando ingredientes e depois devolvem para que todos tenham acesso".
Segundo ele, é isso que acontece com um software. Ele é publicado, todos acessam, alteram e novamente "jogam" na Internet onde fica aberto para quem se interessar. "O sistema é usado em todos os setores, do acadêmico ao empresarial, sem o pagamento da licença anual. Quando alguém compra um software, não se torna proprietário. Ele paga pelo o produto quando adquire, mas continua pagando uma licença anual para usá-lo. No fim do contrato, tem que devolver ao fornecedor sem fazer cópias, sob pena de ser acusado de pirataria".
Agência Brasil
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