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Sábado, 17 de novembro de 2007, 15h59 Atualizada às 15h58

Especialistas debatem a revolução da Internet móvel

Uma avó lembra: nasceu em Marselha, estudou em Atenas e Bombai em aulas virtuais a partir do seu celular, e jogou com amigos do mundo inteiro, sempre com seu celular, que também utilizou permanentemente como tradutor instantâneo. O vídeo futurista foi apresentado no Mobile Internet World, encontro realizado de 13 a 15 de novembro em Boston (Estados Unidos) que mostrou um pouco do que imaginam especialistas para a Internet móvel, um fenômeno destinado a mudar nossas vidas nos próximos cinco anos.

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Pankaj Asundi, vice-presidente encarregado dos conteúdos da Ericsson, que mostrou o vídeo da vovó, também apresentou no telão - como fizeram numerosos participantes - fotos de adolescentes rodeados de dispositivos eletrônicos. "Esta geração têm feito muito mais que nós, são nativos do mundo digital", disse Asundi, entusiasmado. "Estão permanentemente conectados, passam dezenas de milhares de horas enviando e recebendo SMS, comunicando-se via chat, sites de relacionamento, blogs, múltiplas identidades online, e nos mostram como poderá ser nosso estilo de vida."

A maior parte dos conferencistas em Boston falou muito sobre as conversas com seus filhos adolescentes, fanáticos pela Internet e pelas SMS. Um deles contou que deu US$ 100 a sua filha para que ela lhe explique as novidades do site Facebook. "Nenhum de nós que está aqui é suficientemente jovem para imaginar o que vai acontecer", disse outro painelista.

Entre os mais imaginativos estão os publicitários. "Penso que quando eu passar junto a uma máquina de vender bebidas, uma voz melodiosa, com um fundo de música tropical, vai perguntar: 'Larry, não gostaria de uma Coca geladinha?' Abrirei meu celular e uma garrafinha cairá na máquina", disse Larry Weber, fundador da agência W2 Group.

"Vocês serão membros de várias comunidades de interesse. Tanto pode ser a pesca ou a religião. Se pedirem aos amigos na rede uma opinião, por exemplo sobre um determinado restaurante, este restaurante poderia saber disso e oferecer um bom desconto", falou Weber.

Tim Berners-Lee, imagina que as pequenas telas dos telefones móveis se transformarão em telas gigantes. "Haverá pixels para todos, telas giagntes sobre os muros, poderemos transferir tudo que armazenamos em nossos telefones para outros aparelhos e outras telas sem a menor dificuldade". "Há um enorme potencial para a criatividade, enormes quantidades de aplicações que nem podemos chegar a imaginar", concluiu.

Mercado
Enquanto isso, homens de negócios já sonham com as cifras e fazem prognósticos. A Juniper Research prevê que as apostas nos cassinos via celular alcançarão os US$ 5 bilhões em 2012 e que o mercado de jogos em celulares ultrapassará os US$ 10 bilhões daqui a dois anos.

Outro prognóstico: mais de 50 milhões de consumidores estariam utilizando seus celulares para fazer pagamentos até 2011, ano em que os pagamentos móveis alcançariam os US$ 11,5 bilhões.

E a televisão no telefone, que junto com a Internet móvel aparece como o uso mais promovido entre os celulares, alcançaria os 120 milhões de usuários em 2012 em 40 países, dez vezes mais do que hoje, calcula a Juniper.

Redação Terra

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Tim Berners-Lee, um dos pais da Internet: diz que as telas de celulares ficarão
Tim Berners-Lee, um dos pais da Internet: diz que as telas de celulares ficarão "gigantes" e estarão por toda parte

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