
Atualizada às 11h02
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Nokia e Blackberry lideram o mercado, mas a Palm, uma marca histórica, demorou a despertar: só no mês passado o grupo apresentou na Europa seu novo modelo de baixo preço, o Treo 500v, comercializado pela Vodafone. O Treo 500 é o segundo modelo Palm que funciona com o sistema operacional Windows Mobile, adotado depois que a empresa decidiu deixar de lado seu sistema operacional próprio. O aparelho oferece navegação em redes de telefonia móvel de terceira geração (3G) e está equipado com teclado qwerty completo para correio eletrônico e programas de mensagens instantâneas; também permite o acesso a documentos em formato Word, Excel e .PDF.
De acordo com Belén Enseñat, da filial espanhola da Vodafone, essas qualidade e o preço do modelo "o tornam atraente para um grupo crescente de consumidores que procuram a mesma facilidade de uso da qual nossos clientes empresariais desfrutam". Para essa categoria de usuários, o setor importou um neologismo, prosumer (professional + consumer). O analista Ken Dulaney, do grupo de pesquisa Gartner, elogia a virada da Palm, embora advirta que a empresa não dispõe de qualquer margem de erro. "Ela está disputando um mercado ferozmente competitivo, e precisa encarar rivais mais poderosos".
Jessica Figueras, da consultoria Ovum, também considera que a aliança com a Microsoft foi a decisão certa para o grupo. A Palm há muito tempo promete modelos que operariam com uma variante do sistema operacional Linux, mas a chegada do Google ao mercado causa dúvidas sobre a viabilidade da idéia, a menos que a empresa opte por se unir à nova coalizão de fabricantes. Mas ainda assim seria preciso que encontrasse um traço de diferenciação.
A tarefa de restaurar o brilho da Palm cabe ao fundo de investimento Evolution Partners - cujo sócio mais notório é Paul Hewson, mais conhecido como Bono -, que adquiriu o controle da empresa este ano. O novo presidente-executivo do grupo, Jon Rubinstein, chega com fama de ter sido o criador do iPod, e convocou outros veteranos da Apple para acompanhá-lo na nova empreitada.
Os consultores assinalam com unanimidade que, em um mercado volátil, a Palm caiu no sono: no final dos anos 90, o grupo inventou o organizador pessoal Palm Pilot, que popularizou essa categoria de aparelhos ¿ a qual, no passado, costumava ser identificada por sua marca -, mas perdeu terreno quando os organizadores pessoais e os celulares foram combinados em um aparelho único. Em fevereiro deste ano, a empresa optou por não entregar seu controle a outro fabricante ¿ Motorola? Microsoft? - e agora a renovação é o único caminho que lhe resta, na opinião de Dulaney.
La Vanguardia
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Divulgação
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