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Tecnologia

 
 

Robô humanóide trabalha para idosos e doentes

27 de novembro de 2007 08h38 atualizado às 14h50

Twendy-one é capaz de segurar uma bandeja contendo uma refeição - atrás do robô aparece seu criador. Foto: AFP

Twendy-one é capaz de segurar uma bandeja contendo uma refeição - atrás do robô aparece seu criador
Foto: AFP

Um robô branco pérola que se parece um pouco com o personagem de ficção ET ajudou um homem a se levantar da cama, trocou cortesias com ele e o ajudou a preparar seu café da manhã. Exibindo a agilidade de suas mãos, nesta terça-feira, em Tóquio, a máquina oferece mais um sinal de que os robôs estão se tornando cada vez mais semelhantes aos seus inventores humanos.

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Twendy-One tem mãos macias e dedos capazes de segurar objetos cuidadosamente, além de ser forte o bastante para amparar seres humanos quando estes estão se levantando ou sentando, e de ostentar agilidade e capacidade de resposta ao toque humano.

O robô é capaz de apanhar uma fatia de pão sem esmagá-la, servir torradas e ajudar pessoas a sair da cama. "Trata-se do primeiro robô no mundo com integração de sistemas dessa ordem", disse Shigeki Sugano, professor de engenharia mecânica na Waseda University, que é diretor do projeto Twendy-One (http://twendyone.com). "É difícil combinar força e flexibilidade", afirmou o cientista.

O robô é um pouco mais baixo que a estatura média das mulheres japonesas, com 1,5 metro, mas é robusto, já que pesa 111 quilos. Seus braços longos e seu rosto o tornam semelhante ao personagem cinematográfico ET.

A construção de Twendy-One levou quase sete anos, com um orçamento da ordem de milhões de dólares, investidos na integração de todos os recursos de alta tecnologia, incluindo a capacidade de falar e a presença de 241 sensores de pressão em cada uma das mãos envoltas em silicone.

O robô serviu uma torrada em um prato e, atendendo a um pedido, apanhou um frasco de ketchup na geladeira, depois de cumprimentar seu paciente na demonstração robótica com um "bom dia" e um "bom apetite".

Sugano disse que até 2015 ele espera desenvolver um robô comercialmente viável e capaz de ajudar os idosos e talvez trabalhar em escritórios, com preço de por volta de US$ 200 mil.

Mas o trabalho ainda está longe de concluído. As baterias do robô duram apenas 15 minutos, e suas costas, carregadas de computadores, tendem a superaquecer com o uso.

"O robô é tão complicado que até nós enfrentamos dificuldades para fazer com que se mova", disse Sugano.

Reuters
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