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Cine & Foto
Domingo, 2 de dezembro de 2007, 12h32 
Vídeo em cadeia nacional inaugura TV digital
 
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Às exatas 20h deste domingo, as seis principais emissoras comerciais do País e a nova TV pública exibirão, ao mesmo tempo, um filme que explicará à população o que é a TV digital. A exibição acontece no mesmo momento em que uma cerimônia na Sala São Paulo, na capital paulistana, marca o início da transmissão da TV digital no Brasil.

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Logo depois da exibição do vídeo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fala aos 1,2 mil convidados da cerimônia e à população em rede nacional. Nessa primeira fase, o sinal digital será transmitido apenas para o Estado de São Paulo. 

Segundo o presidente da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), Daniel Pimentel Slaviero, a cerimônia registrará o que ele chamou de "marco zero" das transmissões da TV digital, um início simbólico, já que nem toda a população terá acesso a essa tecnologia neste primeiro momento.

"Consideramos isso o terceiro grande momento da televisão no país. O primeiro foi em 1950 com o início das transmissões, o segundo foi em 1972 com o início das transmissões em cores e agora em 2007. O início da televisão digital será a renovação deste que é o principal meio de comunicação de informação e entretenimento da população brasileira porque transmite de forma livre aberta e gratuita".

Para assistir à TV digital será preciso um conversor ou um televisor já adaptado, mas Slaviero reforçou que o telespectador que não puder ou não quiser adquirir os equipamentos não precisa se preocupar, já que as emissoras continuarão transmitindo em sinal analógico pelo menos até 2016. "Hoje não muda absolutamente nada. As emissoras continuarão transmitindo por um prazo mínimo de dez anos o seu sinal analógico e digital ao mesmo tempo", disse.

Aqueles que optarem por receber o sinal digital desde já ganharão a vantagem de uma imagem com alta qualidade e sem manchas, além do som limpo e claro, sem ruídos. Assim que o software Ginga, desenvolvido por pesquisadores da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ) e pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB), atualmente em fase de testes, estiver pronto, outra vantagem será a interatividade.

"A interatividade dará a possibilidade de o telespectador ver informações adicionais sobre o conteúdo da  programação, guia de programas, notícias, informações sobre os capítulos das novelas, entre outras coisas", afirmou Slavieiro.

Neste primeiro momento os conversores que estarão disponíveis no mercado não trarão o sistema Ginga, mas, segundo o presidente da Abert, a partir de 2008 os telespectadores que comprarem o conversor poderão ter acesso à interatividade pela televisão, podendo inclusive comprar produtos vistos nos programas ou até mesmo pagar contas por  meio do aparelho.

"Essa é a segunda fase da interatividade, quando nós tivermos o software em sua plenitude com o Ginga e o canal de retorno que é a comunicação entre os telespectadores e a emissora funcionando".

Slaviero garantiu que haverá queda nos preços dos conversores. De acordo com ele, a queda nos preços e o aumento do acesso da população aos equipamentos será uma evolução gradual como todo processo de implantação tecnológica.

"Se lembrarmos quando o DVD chegou aqui no Brasil, o aparelho era vendido a R$ 3,2 mil e hoje encontramos a R$ 150, dividido em dez vezes. E o preço dos conversores, e mesmo o dos televisores com o conversor embutido, seguirá a mesma tendência. Na medida em que o Brasil tiver produção local e ganho de escala, esses preços certamente cairão", finalizou.


 


Agência Brasil