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Sábado, 8 de dezembro de 2007, 19h12 Atualizada às 19h34

Festival mostra filmes feitos com o celular

Mascarada e envergonhada, ela fala na pequena tela do telefone celular. "Bem-vindo", diz ao espectador. "Converse comigo sobre qualquer coisa". O pequeno vídeo está entre os 48 trabalhos - todos feitos com celular - dispostos no festival de filmes que abriu na sexta-feira na cidade de Yokohama, no Japão.

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Cru, mas muito pessoal, estas declarações em vídeo, como a obras de cinco minutos de Yuka Kojima, chamado Thumb Girl, foram selecionados de mais de 400 inscritos em um concurso internacional.

As obras, que aparecem em monitores de telefones celulares presos em mesas, são cheios de imagens cotidianas, algumas literalmente feitas nas ruas, com carros passando rapidamente.

Eles dão uma sensação de voyeur porque o telefone celular é tão pouco intrusivo. Sem a grandeza dos filmes convencionais, eles oferecem imagens próximas granuladas, mas feitas com paciência e sem zooms ou outras edições avançadas.

O Festival de Filmes de Bolso, no Japão, cujos organizadores dizem que este é o primeiro do país, marca outro tipo de organização do telefone portátil.

Os trabalhos também apontam para uma nova forma de arte emergente, diz Masaki Fujihata, professor de cinema na Universidade Nacional de Belas Artes e Música de Tóquio e um dos juízes do festival. "O celular é algo que você sempre leva consigo e pode sacar para gravar rapidamente", disse. "Existe uma intimidade entre o trabalho e seu criador. É espontâneo."

Fujigata disse que gostou bastante do filme de nove minutos chamado "Walkers", cujo personagem principal é um par de tênis que faz uma viagem de trem.

AP

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O professor Masaki Fujihata vê os filmes expostos na mostra
O professor Masaki Fujihata vê os filmes expostos na mostra

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