
Atualizada às 11h11
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Por anos carros movidos a bateria sempre foram barrados do sucesso por impossibilidades tecnológicas, com pesquisadores buscando resolver problemas de peso, autonomia e formas de recarregar os veículos de forma fácil e rápida. Novas baterias mais fortes foram criadas por grupos, como a japonesa Toyota, com seu carro híbrido, e empresas de tecnologia francesas.
Os alemães estariam um pouco atrás nas pesquisas, mas as baterias criadas pela Li-Tec "ocupam 30% menos volume que as da Toyota e permitem uma autonomia de uma distância três vezes maior que a dos franceses", disse Tim Schaefer, diretor da companhia de Kamenz. "As fundações foram feitas para a construção de carros elétricos que também são eficazes", disse. Um porta-voz da alemã Bosch disse que "é um passo adiante para a fabricação de carros totalmente elétricos".
Dentro de uma bolsa prateada retangular, o Separion consiste de dois eletrodos de lítio em um eletrolito ou líquido condutor. O que os diferencia das outras baterias semelhantes é que os eletrodos estão separados por uma membrana flexível de cerâmica que dá uma estabilidade térmica maior, de acordo com o grupo alemão.
Uma das desvantagens das baterias de lítio-íon é o risco de explosão se superaquecidas. De acordo com Felix von Borck, diretor do centro de pesquisa Akasol no leste de Darmstadt, o Separion resolve muito deste problema. "É uma grande inovação tecnológica", disse Borck. "É crucial para o sucesso das baterias de lítio-íon."
A Li-Tec se juntou a um consórcio que inclui a Bosch, Basf e a Volkswagen para desenvolver o produto, que já existe há dois anos. "Esta é apenas a tecnologia, agora precisamos de alguém para produzir os carros em escala industrial", disse Borck.
Em função dos problemas anteriores, muitas indústrias se mantêm incertas, enquanto outras estão desenvolvendo suas próprias células de combustível. "A BMW desenvolveu projetos nos anos 90, mas eram muito complexos para o mercado", disse um porta-voz da empresa. "Hoje certamente já há muito progresso", completou.
"Acreditamos que a primeira série de carros elétricos pode chegar entre cinco e 10 anos. Mas é um nicho de mercado para carros urbanos pequenos. Não serão 'a' solução para a questão de mobilidade", disse.
AFP
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