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Hardware & Software
Quinta, 13 de dezembro de 2007, 12h17  Atualizada às 16h42
Rival apresenta nova queixa contra Microsoft na Europa
 
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A Opera, uma pequena produtora norueguesa de software de navegação pela web, apresentou a primeira queixa contra a Microsoft à União Européia desde que a gigante do software admitiu derrota em um histórico processo antitruste, há alguns meses. A companhia apresentou a reclamação apoiada por uma coalizão de empresas do setor.

A Opera anunciou ter apresentado queixa pelo vínculo ilegal que a Microsoft estabeleceu entre seu browser, o Internet Explorer, e o sistema operacional da empresa, o Windows, que domina o mercado.

A Microsoft também está "prejudicando a interoperabilidade por não seguir os padrões aceitos da web", segundo a queixa. As duas coisas tornam difícil para a Opera competir no mercado de browsers, de acordo com a companhia.

Jonathan Todd, porta-voz da Comissão Européia, confirmou que o órgão executivo da União Européia recebeu a queixa, a primeira surgida depois da decisão da Corte Européia de Primeira Instância que, em 17 de setembro, sustentou a decisão tomada pela Comissão contra a empresa em um processo antitruste de 2004. Todd afirmou que a queixa seria estudada cuidadosamente.

A Opera é membro do European Committee for Interoperable Systems (Comitê Europeu para Interoperabilidade dos Sistemas, ou Ecis na sigla em inglês), veterano oponente europeu da Microsoft, que divulgou um comunicado no qual critica a gigante do software.

"Ao vincular o Internet Explorer ao seu sistema operacional monopolista Windows, e ao se recusar ao implementar lealmente os padrões abertos aceitos pelo setor, a Microsoft priva os consumidores de escolha real quanto a browsers de Internet", afirmou Thomas Vinje, advogado do Ecis, em comunicado.

A queixa da Opera ecoa um caso norte-americano de 1998, no qual o Departamento da Justiça dos EUA obteve importante vitória contra Microsoft nos tribunais, sob a alegação de concorrência desleal contra outro browser, o Netscape.

A Opera pede que a Comissão force a Microsoft a separar o Internet Explorer do Windows. Também pediu que a Comissão force a Microsoft a seguir "padrões fundamentais e abertos da web."
 

Reuters

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