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Tecnologia

 
 

Transistor completa 60 anos

16 de dezembro de 2007 13h24 atualizado em 17 de dezembro de 2007 às 08h39

O primeiro transistor foi inventado em 16 de dezembro de 1947 nos Laboratórios Bell, em Nova Jersey (EUA). Foto: Bell Labs/Divulgação

O primeiro transistor foi inventado em 16 de dezembro de 1947 nos Laboratórios Bell, em Nova Jersey (EUA)
Foto: Bell Labs/Divulgação

Este domingo marca os 60 anos do transistor, inventado nos Laboratórios Bell (Bell Labs) em 16 de dezembro de 1947 por William Shockley, John Bardeen e Walter Brattain, três engenheiros. Considerado um dos inventos mais importantes do século XX, o transistor é encontrado em muitos dispositivos eletrônicos de consumo e é o componente fundamental utilizado para o desenvolvimento de chips de computadores, ou seja, o cérebro do PC.

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A descoberta do transistor se deu em dezembro de 1947, mas foi mantida em segredo pelo Bell Labs até junho de 1948. O nome "transistor" derivou das propriedades intrínsecas de "resistor de transferência" (em inglês, TRANsfer reSISTOR).

Recentemente, a Intel mostrou sua família de processadores quad-core de 45 nanometros (nm), feito considerado por Gordon Moore, co-fundador da companhia, como o maior avanço nos transistores nos últimos 40 anos, pois são os primeiros a uttilizar a fórmula da comporta metálica high-k (Hi-k) a base de háfnio da Intel, para a construção das centenas de milhões de transistores contidos nestes processadores.

Lei de Moore
Em 19 de abril de 1965, a revista Electronics Magazine publicou um documento de Moore no qual ele fazia uma predição sobre a indústria dos semicondutores. Conhecida como "Lei de Moore", dita que o número de transistores em um chip se duplica mais ou menos a cada dois anos, permitindo com isso a proliferação da tecnologia a nível mundial.

A Lei de Moore não só prevê que a tecnologia dos computadores aumenta de valor, mas também que ao mesmo tempo diminuiria seu custo real. O preço de um transistor da família de chips mais recente da Intel é mais ou menos 1 milionésima parte do preço médio de um transistor em 1968. Se os preços dos automóveis tivessem descido à mesma taxa, um carro novo, hoje, custaria em torno de um centavo de dólar.

Se os engenheiros perpetuarem a Lei de Moore e conseguirem reduzir o tamanho do transistor a tempo de incrementar sua velocidade, o mundo poderia esperar novas aplicações e inovações supreendentes, como a tradução de idiomas e o reconhecimento facial em tempo real, além de tornar possíveis automóveis que recebem comandos de voz para chegar a um destino.

Redação Terra