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Situação no Brasil

Rosana Hessel e Crisitina Borges Guimarães

No Brasil, o mercado de TI movimenta algo em torno de US$ 10 bilhões, dos quais US$ 2 bilhões são referentes a softwares para infra-estrutura e desenvolvimento de aplicações. As soluções de segurança representam 5% a 6% dessa receita no Brasil e há três anos não chegavam a 3% do mercado de softwares, segundo dados da Computer Associates (CA). Nos Estados Unidos, a segurança já faz parte das discussões de estratégia do negócio e chega a representar, em alguns casos, 10% do orçamento de TI - o dobro de dois anos atrás, segundo dados da ISS. Pesquisa mundial recente da PricewaterhouseCoopers aponta que para 62% das 7,5 mil empresas entrevistas, incluindo 450 brasileiras, os gastos com segurança cresceram 50% neste ano.

A Trend Micro é outra que registra crescimento. A empresa, que tem foco no mercado corporativo, prepara o lançamento de uma nova ferramenta para janeiro e cresce 25% ao ano, informa o diretor Miguel Macedo. A Symantec registrou aumento de 32% no último trimestre, para US$ 429 milhões. A empresa, que lidera o mercado de varejo com as caixinhas do Norton Antivírus, já foca no mercado corporativo. Segundo o diretor-geral da Symantec, Orlando Barbieri, ele já representa cerca de 60% do faturamento global, que foi de US$ 1,4 bilhão de janeiro a setembro e teve lucro recorde.

A prestadora de serviços de TI e telecomunicações M13 é outra que registra crescimento acentuado em segurança, que passou de 15%, em 2002, para 25% da receita total neste ano, e deve chegar a 35% em 2004, segundo Garcia. Já a Computer Associates reporta que os negócios com segurança vêm mantendo um nível constante cerca de 20% da receita global da companhia, informa o vice-presidente de marketing Cezar Zarza.

Para o executivo sênior da IBM Brasil, Leonardo Scudere, segurança é um dos principais investimentos apontados pelos executivos das empresas, e hoje ela já está associada ao negócio. De olho nesse mercado, a IBM Brasil, alinhada com a estratégia mundial, criou uma divisão voltada para o segmento de segurança e foca na segurança e criou, há três meses, uma unidade de negócios de segurança. O responsável pela unidade nesse período é Scudere, que entre 1999 e 2001 presidiu a Internet Security Systems (ISS), uma das principais empresas mundiais do setor de segurança. "A abordagem do executivo mudou, pois ele já se preocupa com segurança. No entanto, primeiro é preciso saber qual é o grau de risco que ele quer correr para desenhar uma solução e fazer o gerenciamento adequado", diz Scudere.

A ISS é outra que centra o foco na prestação de serviços do gerenciamento da segurança, ao invés de simplesmente vender soluções. Mas esse mercado tem muito espaço para crescer, lembra o diretor comercial da ISS, Rogério Morais. Por outro lado, a também norte-americana NetIQ aposta na oferta de softwares de gerenciamento e que integrem diferentes sistemas de segurança. "Se não houver um monitoramento conjunto, os prejuízos serão enormes para a empresa", lembra o especialista em segurança e produto, Jeffrey Doucet.

Além do gerenciamento e a da integração de aplicativos, os fabricantes apostam em ferramentas multifuncionais e mais pró-ativas. Symantec, ISS, Network Associates, Aker e Netscreen são alguns exemplos de empresas voltadas para segurança que já desenvolveram produtos mais integrados. "Nossos negócios no Brasil cresceram 68% neste ano após o lançamento de nosso último produto que integra várias ferramentas", informa Rogério Morais, da empresa ISS.

Investnews - Gazeta Mercantil

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