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Quinta, 20 de dezembro de 2007, 10h38

Universidade de Yale oferece cursos livres na Internet

Quem já sonhou em freqüentar a prestigiada Universidade de Yale, nos Estados Unidos, tem agora uma chance de acesso sem ter de pagar os mais de US$ 30 mil anuais. A universidade começou a oferecer na Internet alguns de seus cursos, com acesso libre. Mas, é claro, não darão o diploma.

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Os alunos virtuais podem ver o professor Shelly Kagan, sentado sobre a mesa, divagando sobre o conceito da morte ou seu colega Charles Bailyn mergulhado na controvérsi sobre se Plutão é ou não um planeta. São dois dos sete cursos colocados na web pela instituição, que abre uma janela para o pensamento acadêmico de primeiro nível, mesmo que o aluno esteja a milhares de quilômetros de New Havens, a cidade em Connecticut marcada pelos edifício neogóticos de Yale.

"Cremos que instituições como Yale devem compartilhar seus recursos com o resto do mundo e ao fazê-lo contribuímos com a democratização do conhecimento", diz Diana Kleiner, diretora do projeto. Segundo informações do jornal El País, a iniciativa é parte de um movimento ao qual se somaram até agora cerca de 160 universidades de todo o mundo, as quais decidiram abrir a porta de suas aulas a qualquer um com conexão à Internet e com desejo de aprender.

A maioria delas está agrupada no chamado OpenCourseWare Consortium, ao qual pertence o portal Universia, que oferece conteúdos de universidades espanholas e latino-americanas. Alguns centros, entretando, se limitam a divulgar os temas dos cursos e algumas lições, o que fica longe da riqueza de materiais que certas instituições norte-americanas oferecem.

Mesmo assim, a tendência é que cada vez mais instituições se somem ao projeto, acredita Steve Carson, diretor de comunicações do OpenCourseWare no Instituto de Tecnologia de Massachisetts, o famoso MIT. "Estamos criando uma reserva mudial de conhecimento a partir de distintos pontos de vista culturais e com base em sistemas educativos diferentes", diz ele.

MIT: a primeira experiência
O MIT foi o pioneiro ao oferecer, desde 2002, em seu site, parte do conteúdo de suas aulas. Sua rede apresenta, desde algumas semanas, seus 1,8 mil cursos, incluindo Neurobiologia genética, Tiro ao alvo e Filosofia da mecânica quântica.

Em vez de volume, como o MIT, a Yale se concentrou em oferecer um pequeno número de aulas, mas com gravações em vídeo de alta qualidade e áudio em MP3, transcrições, problemas e testes com suas soluções.

Os cursos pela Internet não são uma novidade. Há pelo menos uma década universidades de todo o mundo oferecem aulas virtuais, que incluem foros de debates entre alunos e professores. Mas instituições como Yale deram um passo à frente e abrem suas aulas grátis ao mundo, graças ao apoio de fundações, doações e algumas injeções de dinheiro próprio.

Sua iniciativa não reduziu o interesse em assistir pessoalmente às aulas, mas, ao contrário, parece apenas fazer crescer a sede de conhecimento. Inclusive, os cursos atraem professores de outras instituições, interessados nos métodos de ensino.

Entretanto, os cursos abertos não são o mesmo que freqüentar as aulas. Não há interação com o professor, ainda que Yale pense em criar foros de debate. Tampouco existe o contato com outros viajantes no périplo da aprendizagem: aprender via Internet é, quase sempre, um prazer solitário.

Redação Terra

Divulgação
A Universidade de Yale (<i>na foto, a biblioteca principal</i>) optou pela qualidade, com um pequeno número de cursos na web
A Universidade de Yale (na foto, a biblioteca principal) optou pela qualidade, com um pequeno número de cursos na web

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