
Atualizada às 18h46
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O prêmio dado pelo governo japonês é o mais recente esforço em uma campanha agressivo para impulsionar a tecnologia de robôs como uma ferramenta para o crescimento. A premiação, agora em seu segundo ano, tem a clara mensagem de que utilidade e negócios, em vez de entretenimento e ensino, são as prioridades. No ano passado, um robô-aspirador venceu.
Os competidores variavam de partes e peças de Lego, da série Mindstorms, ou um robô industrial da Fuji - que fabrica os carros Subaru - até um contêiner de rodas que pode carregar 200 quilos de produtos farmacêuticos.
Os três braços da linha de montagem mecânica da Fanuc - o vencedor - se distinguiram por sua praticidade. Eles já são utilizados em fábricas de comida e farmacêuticos, onde higiene é uma questão crítica e o erro humano pode ser desastroso, disse Ryo Nihei, gerente da Fanuc.
Mexendo-se freneticamente, eles analisam imagens digitais de itens espalhados randomicamente em uma esteira que se movimenta e pegam as peças utilizando um sistema de sucção por ar, que entra e sai pelas pontas. Os braços trabalham para colocar os itens em fileiras dentro de caixas.
As preocupações sobre segurança em alimentos têm crescido depois de escândalos com rótulos falsos e ingredientes vencidos e uso de substitutos. Sem fios expostos, os robôs Fanuc são fáceis de lavar e higienizar, disse Nihei, além de trabalharem 24 horas corridas. E também não se queixam do seviço. "A tendência hoje é tentar evitar humanos. Pessoas podem se sujar e introduzir objetos impróprios", disse.
Outros finalistas
O robô cirurgião, chamado Eve, é vendido por US$ 2,2 mil. "Fizemos o robô com um preço baixo para que muitas pessoas pudessem tirar vantagem da invenção", disse Seiichi Ikeda, que lidera o trabalho apoiado por uma universidade, para criar uma ferramenta que treina médicos para cirurgias.
O humanóide de 60 centímetros que usa capacete, da Fujitsu, chamou muita atenção este ano, passeando e dançando tai chi chuan. O robô de US$ 53 mil, vendido à NASA e à Universidade de Hamburgo, além de outras entidades, serve para auxiliar na pesquisa de inteligência artificial, disse Yuichi Murase, da Fujitsu.
A Komatsu mostrou um robô-extintor, que é construído como um tanque e que pode ser controlado remotamente, para aproximar-se de locais perigosos e lançar 1,3 mil galões de água a uma distância de até 110 metros.
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Braços que reconhecem peças e organizam itens ganharam o prêmio de robô do ano
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