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Sexta, 21 de dezembro de 2007, 13h50

Ações de fabricante do Blackberry sobem após forte lucro

As ações da Research In Motion, fabricante do Blackberry, avançavam cerca de 10 por cento nesta sexta-feira, com analistas elevando as recomendações para os papéis para refletir o forte crescimento das expectativas em relação aos dispositivos móveis vendidos pela empresa.

O lucro da RIM mais do que dobrou no terceiro trimestre, com o avanço da companhia para o mercado de consumo e o lançamento de aparelhos multimídia. Isso reduziu os temores do impacto da desaceleração da demanda por clientes corporativos.

Analistas afirmaram que os resultados da RIM, divulgados após o fechamento do mercado na quinta-feira, atingiram ou superaram levemente suas expectativas.

Mas as previsões positivas fornecidas pela própria companhia motivaram revisões para cima do preço-alvo por ação calculado por analistas e também das expectativas de lucro da empresa.

A ação da RIM subia para quase 118 dólares na Nasdaq e avançava para 117 dólares canadenses na bolsa de Toronto.

A RIM reportou lucro nos três meses encerrados em 1o de dezembro de 370,5 milhões de dólares, ou 0,65 dólar por ação. Um ano antes o lucro havia sido de 175,2 milhões de dólares, ou 0,31 dólar por ação.

A empresa conquistou 1,65 milhões de novos clientes e vendeu mais de 3,9 milhões de aparelhos, com receita de 1,67 bilhão de dólares no trimestre.

A RIM estima vendas no seu quarto trimestre fiscal de 1,80 bilhão a 1,87 bilhão de dólares, com lucro por ação de 0,66 dólar a 0,77 dólar por ação, além de adição de 1,82 milhão de clientes.

O analista Andy Neff, da corretora Bear Stearns, elevou a recomendação para as ações da RIM de desempenho "em linha com o mercado" para "acima da média do mercado".

Para os analistas Maynard Um e Jeffrey Fan, do UBS, a demanda por aparelhos multimídia da RIM deve continuar a crescer à medida que a empresa se expande internacionalmente. Eles vêem força em mercados como Alemanha, Espanha, França e Índia, além de América Latina.

Investidores vinham mostrando preocupação com a possibilidade de a RIM não ser hábil para manter o forte crescimento em meio à crise de crédito e liquidez que atinge empresas do setor financeiro, que compram seus aparelhos Blackberry para uso por funcionários. (Por Susan Taylor)

Reuters

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