
A previsão do secretário Alexandre Cardoso sobre a redução dos índices de criminalidade no Rio de Janeiro com a instalação da rede Wi-Fi é ironizada pela estudante Perla Correa, moradora de Copacabana, que já foi assaltada duas vezes no bairro. Em uma delas, perdeu seu telefone celular.
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"Só faltou avisar ao secretário que nossa polícia não é o F.B.I. Vamos tirar fotos de bandidos e enviar para qual autoridade? Na verdade, vai ser uma festa para os pivetes. Eles vão poder até escolher o tipo e modelo de laptop que vão roubar", diz.
Segundo Perla, em Copacabana os ladrões não costumam atacar suas vítimas diretamente na orla, mas ficam à espreita, observando quem passa, para assaltar depois, nas ruas adjacentes.
"No meu caso, quando roubaram meu celular, eles esperaram eu atravessar a avenida Atlântica e me abordaram na Figueiredo de Magalhães. Conheço várias pessoas que já foram assaltadas dessa forma e não andam mais a pé falando no celular", afirma Perla.
Cibercafés ameaçados
O empresário Marcos Ferreira é dono do cibercafé Tudo É Fácil - o primeiro a chegar a Copacabana, há oito anos - com duas lojas no bairro. Ele acha que a instalação da rede Wi-Fi é "uma evolução tecnológica inevitável". Apesar de ameaçar a existência de seu próprio negócio, Marcos considera a iniciativa "um bom serviço a ser prestado à população".
"Só é importante dizer que nada é de graça. Temos uma carga tributária altíssima e, com certeza, de alguma forma, vamos pagar para usar a rede", diz.
Roubos iminentes
Como cidadão e morador de Copacabana, Marcos também já foi assaltado, perdeu dois celulares e acha difícil o uso de laptops na rua.
"Se estão roubando aparelhos celulares, imagine o que vão fazer com os laptops", conclui.
JB Online
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