
Atualizada às 09h17 Não foi esclarecido se a proibição afetará o YouTube, o mais popular portal no segmento. A nova norma foi publicada apenas uma semana depois de um vídeo na rede causar um escândalo na China. Nas imagens, que deram a volta ao mundo, a mulher de um popular apresentador de TV anunciava que tinha descoberto que seu marido tinha uma relação extraconjugal.
As regras anunciadas hoje estabelecem além disso que mesmo os sites estatais só podem emitir vídeos com uma permissão expressa da Administração Estatal de Rádio, Cinema e Televisão, principal órgão de censura da China. Além disso, é proibido oferecer imagens que possam "alterar a ordem social". A acusação costuma ser usada contra dissidentes chineses e presos de consciência.
As regras também proíbem expressamente vídeos que "vão contra a Constituição, prejudiquem a união nacional, a soberania e a integridade territorial", além dos que "revelem segredos de Estado, prejudiquem a segurança ou atentem contra a fama e o bem do Estado". Cultos malignos, discriminação contra as nacionalidades, conteúdos violentos e eróticos e imagens relacionadas com os jogos de azar e o terrorismo também estão vetados.
A lei responde, segundo as instituições governamentais, a uma campanha para que os vídeos exibidos na China "promovam a cultura, os avanços da sociedade, a harmonia, o serviço público e o socialismo".
A China, com mais de 180 milhões de internautas, é um dos países com maior censura na rede. O controle afeta principalmente páginas com conteúdos políticos, os portais de participação livre (como a enciclopédia Wikipedia) e servidores de blogs.
O YouTube esteve bloqueado na China durante duas semanas em outubro, durante o Congresso do Partido Comunista da China, no qual houve um endurecimento da perseguição à dissidência. Segundo alguns internautas, o motivo do bloqueio foi um vídeo divulgado dias antes, com uma manifestação contra um Governo local.
Meses antes, o Governo havia censurado o servidor de fotos Flickr.
EFE
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