Segundo o site BetaNews, em agosto os advogados da Lancor acusaram publicamente a OLPC de utilizar indevidamente sua propriedade intelectual. Nicholas Negroponte, o fundador do projeto, que tem como objetivo vender notebooks de baixo custo para governos de países em desenvolvimento, teria comprado dois teclados da empresa nigeriana em 7 de agosto de 2006 e realizado engenharia reversa para empregar um layout semelhante no teclado KB-201 do laptop popular.
O teclado multi-idiomas KONYIN foi criado para acomodar diferentes sets de caracteres em um único layout, conforme noticiou o site InformationWeek. São 4 teclas Shift, 14 caracteres adicionais latinos, 13 teclas de marcas tonais e 4 símbolos monetários.
Os advogados da OLPC responderam rapidamente às acusações, recusando o acordo de US$ 20 milhões e apontando incoerências no pedido da Lancor, solicitando esclarecimentos a respeito das violações. Em vez de responder aos advogados do projeto, a fabricante foi direto ao tribunal federal nigeriano.
O site Gizmodo lembra que, originalmente, uma das partes envolvidas no processo (são quatro, incluindo a OLPC) foi a Alteq, nome que já não consta mais na ação. A Alteq é a parceira nigeriana da Intel, que, com o Classmate, é concorrente da OLPC.
A audiência do caso contra a OLPC não deve acontecer antes do dia 15 de janeiro. Outras empresas também são citadas no processo como violadoras de propriedade intelectual, entre elas a Growing Business Foundation, a LeapSoft e a Alteq.
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Bruno Maestrini/Terra
Teclado do laptop popular seria resultado de engenharia reversa, diz a Lancor
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