As vendas digitais subiram cerca de 40% em 2007, segundo o grupo IFPI, mas isso não foi o bastante para compensar a forte queda na venda de CDs, o que deve significar uma queda de 10% no mercado geral em 2007.
Para responder à queda, a indústria fonográfica está pedindo aos provedores de Internet um maior controle sobre o compartilhamento ilegal de arquivos, desconectando quem coloca músicas na rede repetidas vezes ou bloqueando downloads ilegais de faixas.
Muitos provedores se mostraram relutantes até o momento em se engajar na questão, mas a indústria espera que isso possa mudar com uma medida do presidente francês Nicolas Sarkozy para bloquear o acesso à rede dos usuários que baixam músicas e filmes ilegalmente da Internet com frequência.
"É difícil convencer qualquer um a ser um pioneiro na questão, mas o que temos com o governo francês é um governo muito enérgico e compreensivo sobre a importância da indústria musical francesa para a economia e cultura francesa", afirmou o presidente-executivo da IFPI, John Kennedy. "Essa liderança mostra que não é tão terrível ou problemático como as pessoas pensam", disse ele numa entrevista.
A campanha da indústria fonográfica também foi incentivada por uma sentença na Bélgica que ordenou um provedor de Internet a bloquear o compartilhamento ilegal de arquivos - apesar do provedor estar recorrendo -, enquanto na Grã-Bretanha o governo afirmou que pode impor uma legislação se ambos os lados não chegarem a um acordo.
O período de negociação expirou no fim de 2007. A indústria da música afirma que foi forçada a tomar medidas legais depois que o excesso de pirataria na Internet golpeou seu tradicional modelo de negócios.

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