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Segunda, 28 de janeiro de 2008, 10h24 Atualizada às 11h00

Fotos levam a caçada a dono de câmera perdida

Na véspera de ano-novo, Erika Gunderson entrou em um táxi em Nova York e encontrou uma câmera digital no banco do carro. Como o motorista não sabia de quem poderia ser, Erika levou a máquina para casa e entrou em um mistério da era digital.

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Erika e seu noivo, Brian Ascher, decidiram que a única alternativa seria encontrar o dono. Mas como? As únicas pistas eram as fotos da câmera, típicas de turista, como uma visita à Estátua da Liberdade. Como encontrariam um estrangeiro?

Como Erika tem um emprego que lhe toma muito tempo, o serviço de detetive ficou todo para Brian, 26 anos, estudante de direito da New York University. Ele conferiu se alguém reclamou uma câmera perdida para o serviço de táxis da cidade sem sucesso. Ele colocou anúncios na seção de achados e perdidos da Craigslist, mas recebeu apenas uma resposta de um casal brasileiro que havia perdido uma câmera em 12 de outubro, não 31 de dezembro. "Acho que pensaram que a câmera estivesse passeando no táxi por dois meses", brinca Brian com a situação impossível em Nova York.

As 350 fotos e dois vídeos na câmera mostraram diversos adultos, uma senhora de idade e três crianças. Metade delas foram tiradas em pontos turísticos de Nova York, a outra metade em parques temáticos.

Ao analisar uma das fotos, Brian identificou adesivos com nomes em cada uma das pessoas na foto. Alan, Eileen, Noel, Noelle e Ciarnan. Sob os nomes estava escrito IRE. Ao assistir os vídeos, Brian notou vozes com sotaque irlandês. Foi definido então que o dono era irlandês.

Depois de algum tempo, a mãe de Brian, Nancy, e sua irmã, Emily, entraram na caçada e começaram a ajudar na investigação. Nancy estava confiante que acharia o dono. "Eu pensei, com todos estes dados, não tem como não encontrarmos os donos", disse. "Eu esperava não ter que ir até a Irlanda e começar a mostrar as fotos por todo lugar."

Nancy percebeu que em uma fotos, um porteiro está abrindo a porta de um táxi de Nova York. Dando zoom, foi possível identificar o logo do Radisson Hotel.

Depois de diversos telefonemas e uma visita ao hotel, Nancy convenceu um empregado a fazer uma busca nos registros e encontraram um Noel, da Irlanda, que ficou no hotel justamente naquela época. O funcionário do hotel foi persuadido a entregar o endereço de email do hóspede. Ótimo.

Mas Noel respondeu ao email de Brian dizendo que não havia perdido uma câmera.

Nancy assumiu de vez a busca quando começaram as aulas de Brian. Depois de uma nova inspeção nas fotos, ela identificou um bar de Nova York. Chegando ao local, ela perguntou aos garçons se lembravam do grupo de irlandeses. Um funcionário se recordava principalmente por causa das gorjetas grandes e disse que uma mulher do grupo, Sarah Casey, trabalhava em um outro bar próximo.

Finalmente a história começava a ganhar vida. Recentemente Casey havia recebido a visita de amigos e parentes, entre eles Alan Murphy, dono da câmera. O Noel do grupo não era o mesmo do email anterior.

A câmera foi então enviada a Sydney, na Austrália, onde Murphy reside agora. A máquina chegou no aniversário do dono. "Devo-te uma. É bom saber que ainda existe gente honesta no mundo", escreveu a Brian.

AP

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Alan Murphy, dono da câmera, posa em uma foto em Nova York junto com a sobrinha
Alan Murphy, dono da câmera, posa em uma foto em Nova York junto com a sobrinha

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