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 Arrecadação online ajuda pequenas instituições de caridade
01 de fevereiro de 2008 09h15 atualizado às 09h54

Brian Glasscock trabalha na arrecadação online de fundos para a Anistia Internacional. Foto: The New York Times

Brian Glasscock trabalha na arrecadação online de fundos para a Anistia Internacional
Foto: The New York Times

Pequenas organizações de caridade como um grupo criado um ano atrás para resgatar cachorros abandonados na Geórgia, nos Estados Unidos, estão entre os líderes em um concurso de arrecadação online de fundos patrocinado pela Fundação Case. Já algumas das organizações de caridade mais estabelecidas encontraram dificuldades para atrair apoio.

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"Nós estamos nos sentindo bem quando aos nossos resultados, embora até o momento seja difícil extrair conclusões firmes", disse Rich D¿Amato, porta-voz da fundação, que concederá US$ 75 mil em doações por meio do concurso conhecido como America's Giving Challenge.

A fundação espera demonstrar o poder da filantropia de base conduzida por pessoas comuns, por meio da Internet. "Nosso objetivo era informar o maior número possível de pessoas sobre as ferramentas que podem ser utilizadas para doações online", segundo D¿Amato.

O concurso foi organizado em parceria com duas organizações de mídia. Operações de resgate a animais estão em vantagem na versão conduzida pela revista Parade, enquanto organizações de porte muito pequeno que tratam de questões internacionais vêm liderando a versão do site de redes sociais Facebook. "Eu nem sabia como funcionava o Facebook", disse Amy Eldridge, diretora executiva da Fundação Amor sem Fronteiras, que trabalha para prover assistência médica, adoções e outros serviços para órfãos chineses. "Pensei que eu estaria em desvantagem diante dos universitários que participam da disputa, mas não foi isso que aconteceu".

A organização de Eldridge, que arrecadou cerca de US$ 1,2 milhão em 2006, foi a que atraiu mais doadores em 10 diferentes períodos de 24 horas - o que lhe valeu um prêmio de US$ 1 mil em cada ocasião.

O grupo já arrecadou US$ 34 mil com o concurso, e tinha 1.168 doadores individuais registrados até a terça-feira. A fundação pode conquistar o grande prêmio, no valor de US$ 50 mil. (O concurso se encerra quinta-feira no site da Parade e sexta-feira no Facebook, mas os resultados não serão anunciados antes que passem por um processo de confirmação.)

Eldridge estava nervosa, no entanto, porque um grupo chamado Movimento pela Liberdade do Tibete estava planejando promover uma festa para atrair novos doadores. "Não tenho como competir com uma festa", ela disse em mensagem de voz na noite de terça-feira.

E, de fato, na tarde de quarta-feira o grupo de defesa do Tibete havia avançado para o primeiro posto, com 1.556 doadores ante os 1.552 mil da fundação de Eldridge.

As organizações de caridade estão ansiosas para explorar as redes sociais e os mundos virtuais, que vêem como ferramentas úteis para a obtenção de doações e inspirar ativistas. Nenhuma delas se saiu muito bem até agora; a mais popular das causas no Facebook havia obtido doações no valor médio de dois centavos de dólar por membro, mas isso não desencorajou as experiências das organizações sem fins lucrativos.

"Todo mundo está tentando descobrir como organizar essas coisas, e como transferir esses doadores ao nosso mundo tradicional, fora da rede", disse Brian Glasscock, 16 anos, voluntário que trabalha na arrecadação online de fundos para a Anistia Internacional.

A organização estabeleceu presença no Facebook em maio e atraiu US$ 15 mil em doações de 200 mil membros do site. A Anistia Internacional pediu a ajuda desses membros, para o concurso: quem conseguisse indicar cinco novos doadores de valores de ao menos US$ 10 receberia um CD. Mas ninguém conquistou o prêmio até agora, e a Anistia só obteve US$ 540 em doações para o concurso.

Em contraste com a Anistia Internacional, um grupo chamado "Salve os Cachorros da Geórgia" conseguiu doações de US$ 10 mil.

Tradução: Paulo Eduardo Migliacci ME

The New York Times
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