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Terça, 5 de fevereiro de 2008, 11h33 Atualizada às 11h36

Microsoft contra-ataca e diz que criará forte concorrente para Google

Microsoft e Google desenterraram sua antiga rivalidade em função da oferta hostil sobre o Yahoo lançada pela fabricante de softwares, que nesta segunda-feira contra-atacava e afirmava que, caso a operação seja concluída, será criado um forte concorrente para o site de buscas.

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Steve Ballmer, executivo-chefe da Microsoft, afirmou que a oferta sobre Yahoo aumentará a concorrência no mercado de buscas pela Internet e publicidade na rede.

"O Google tem claramente uma posição dominante pois controla 75% das buscas na Internet no mundo todo", disse Ballmer a um grupo de analistas. "Achamos que nossa oferta aumenta a concorrência", afirmou.

Ballmer reagiu assim às declarações do Google, que acusou a Microsoft em um de seus blogs corporativos de violar os princípios do setor com sua oferta hostil sobre o Yahoo.

O vice-presidente e responsável de Assuntos Legais do Google, David Drummond, afirmou no blog que lançar uma oferta de compra hostil vai contra os dois princípios que regem a Internet, "abertura e inovação".

"A abertura da Internet é o que fez possível o nascimento de Google, - e do Yahoo. As boas idéias que os usuários consideram úteis se espalham rapidamente, e o negócio cresce em torno delas. Os usuários se beneficiam da inovação constante. Isso é o que faz com que Internet seja tão excitante", apontou.

No entanto, a oferta hostil da Microsoft faz surgir "questões preocupantes".

"Pode agora a Microsoft tentar exercer na Internet o mesmo tipo de influência inadequada e ilegal que fez no mercado dos PC?", se perguntou o executivo.

Desde o anúncio da oferta na sexta-feira passada, a Microsoft tentou de todas as formas apresentar a possível aliança com o Yahoo como uma oportunidade potencial tanto para usuários como para anunciantes porque as duas companhias juntas poderiam competir melhor com Google, que domina o mercado.

O Google, por sua vez, alertou que a Microsoft utilizou no passado a liderança do Windows para estender o uso de seu navegador de Internet (Explorer) e que o mesmo poderia acontecer agora com serviços como buscas na rede, e-mail gratuito ou mensagem instantânea.

EFE

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