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Tecnologia

 
 

Microsoft muda estratégia e abre código de produtos

21 de fevereiro de 2008 14h16 atualizado às 15h58

Steve Ballmer, CEO da empresa, disse que o anúncio representa uma expansão importante rumo a uma transparência ainda maior. Foto: Getty Images

Steve Ballmer, CEO da empresa, disse que o anúncio representa uma expansão importante rumo a uma transparência ainda maior
Foto: Getty Images

A Microsoft anunciou hoje que abrirá o código de seus softwares e dará livre acesso a alguns de seus produtos, com o objetivo de fomentar o desenvolvimento de programas independentes. Com esta nova estratégia, a empresa segue os passos do Google, que teve grande sucesso ao incentivar os programadores a desenvolver programas para seus próprios aplicativos.

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A companhia fundada por Bill Gates disse que propôs iniciar quatro princípios: "assegurar os códigos abertos, promover a portabilidade de dados, aumentar o apoio para os padrões industriais e buscar um compromisso mais aberto com clientes e indústria, incluindo as comunidades de código aberto".

Os princípios serão aplicados ao sistema operacional Windows Vista, Windows Server 2008, SQL Server 2008, Office 2007, Exchange Server 2007 e Office SharePoint 2007, assim como as versões futuras destes programas. A Microsoft tornará pública a informação técnica necessária em seu site e os programadores de software não precisarão pagar licenças nem outras taxas para ter acesso a ela.

"Estes passos representam um avanço importante e uma mudança significativa em como compartilhamos informação sobre produtos e tecnologias", disse o executivo-chefe da Microsoft, Steve Ballmer. "Durante os últimos 33 anos compartilhamos muita informação com centenas de milhares de parceiros no mundo todo e ajudamos a construir a indústria, mas o anúncio de hoje representa uma expansão importante rumo a uma transparência ainda maior", acrescentou.

Hoje, a Comissão Européia (CE) disse que "tomou nota" do anúncio da Microsoft. Em comunicado, o Executivo da União Européia (UE) disse que avalia "qualquer avanço" que contribua à compatibilidade entre os produtos dos diferentes fabricantes, mas lembrou que a Microsoft já fez anúncios semelhantes no passado.

EFE
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