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China pede a sites que censurem pornografia e violência

22 de fevereiro de 2008 14h30 atualizado às 15h46

A China pediu aos sites baseados no país para assinarem um pacto voluntário sobre conteúdo de áudio e vídeo online, afirmando que eles deveriam exercer autocensura para um ciberespaço "saudável e ordenado". A medida é parte dos esforços do governo chinês para exercer maior controle sobre o crescente setor de Internet do país e também para evitar que conteúdo considerado subversivo chegue ao domínio público.

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O pacto pede aos sites que usem uma base de dados online (net.tv.cn) montada pela agência no qual há um conjunto de programas áudio-visuais com recomendação "excelente" e uma lista de conteúdo ilegal que deve ser evitado. Os sites também são obrigados pelo acordo a apagar conteúdo impróprio publicado na rede por internautas comuns e proteger propriedade intelectual.

Oito sites "centrais" da rede assinaram nesta sexta-feira o pacto que exige a erradicação da pornografia e da violência, que têm "poluído o ambiente online e afetado o crescimento dos mais jovens", afirmou a agência reguladora do setor de mídia.

"Pensamentos e culturas decadentes e retrógradas devem ser boicotados de todas as formas", afirma texto do pacto publicado no site da agência (www.sarft.gov.cn). Conteúdo relacionado com jogos de azar e "horror" também são alvo de "erradicação".

Dentre os sites que participam do acordo estão até agora a agência de notícias Xinhua, o jornal People's Daily (Diário do Povo) do partido comunista e outras organizações estatais de mídia.

A China teve um forte crescimento na base de internautas (210 milhões até o fim de 2007) nas últimas décadas.

Reuters
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