
» Bloqueio a site de vídeos gera protestos no Paquistão
O YouTube anunciou na segunda-feira que muitos usuários em todo o mundo não conseguiram acessar o site por cerca de duas horas porque o tráfego havia sido roteado de acordo com protocolos de Internet incorretos. A fonte do problema era uma rede no Paquistão, anunciou o YouTube em comunicado.
O Paquistão ordenou que provedores locais de acesso bloqueassem visitas ao site porque estava hospedando material que insulta o Islã, de acordo com um funcionário paquistanês do setor. Um funcionário do setor governamental de telecomunicações do Paquistão afirmou que a ordem inicial de restringir o acesso local pode ter afetado erroneamente usuários de todo o mundo. "O bloqueio do site no país pode ter afetado erroneamente os seus serviços mundiais, por um breve período", disse o funcionário, que pediu que seu nome não fosse mencionado.
Mas não havia a intenção de bloquear o site em todo o mundo. As tentativas de acesso ao YouTube em Islamabad, no domingo, geravam uma mensagem genérica de erro segundo a qual o site estava indisponível.
Um porta-voz da Autoridade Paquistanesa de Telecomunicações, a agência do governo que regulamenta o setor, declarou na terça-feira que a ordem havia sido revogada depois que o YouTube removeu o conteúdo considerado ofensivo ao Islã. "Pedimos ao YouTube que removesse o link, o que eles fizeram, e subseqüentemente ordenamos que o site fosse desbloqueado", afirmou o porta-voz.
A agência havia justificado a ordem de bloquear o acesso no Paquistão, anteriormente, alegando que era preciso evitar inquietação no país de 160 milhões de habitantes, majoritariamente muçulmano. "A questão podia causar mais inquietação e a possível perda de vidas e destruição de propriedades no país", anunciou a agência em comunicado sobre o bloqueio na segunda-feira.
Reuters
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