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Quarta, 27 de fevereiro de 2008, 10h35

Samsung e Sony negociam nova linha de telas LCD

A Samsung Electronics está nas etapas finais das negociações com a Sony para a montagem, em conjunto, de uma nova linha de produção de telas de LCD, afirmou hoje uma fonte da Samsung, reduzindo os temores de que a aliança estava ameaçada. A Sony, que ontem revelou ter planos de investir na nova fábrica de painéis da Sharp, e a empresa sul-coreana também podem atuar juntas novamente numa nova linha de painéis de LCD usados em TVs de tela plana, segundo a fonte, que prefere não ser identificada.

O investimento da Sony na fábrica da Sharp elevou os temores de que a Sony não iria cooperar com a Samsung em futuros projetos, apesar do presidente da Sony, Ryoji Chubachi, ter se comprometido a manter a joint venture com a Samsung, a S-LCD.

Com a Sony diversificando seus fornecedores de painéis, a gigante japonesa de eletrônicos pode ganhar poder de preço sobre sua rival Samsung, maior fabricante mundial de telas de LCD de grande por em 2007, segundo analistas.

"A Sony tinha dificuldade em garantir abastecimento suficiente de telas, mas agora possui maior poder de negociação de preço", afirmou Park Sang-Hyun, analista na CJ Investment & Securities.

Os fabricantes de LCD devem se beneficiar do boom no mercado de TVs este ano, com a demanda alta enquanto as ações estão em baixa, mas há preocupações sobre um excesso de fornecimento em 2009, quando os painéis vindos de linhas de maior produção chegam ao mercado.

O investimento para a nova linha de montagem não foi definido, mas deve ser similar ao da linha 8-1, uma unidade de oitava geração já em operação pela Sony e Samsung, apontou a fonte. Um porta-voz da Sony afirmou que a empresa não tinha nada a comentar sobre a questão.

As duas empresas investiram conjuntamente US$ 1,9 bilhão no estágio inicial da linha 8-1. A Samsung se beneficiou do poder da marca Sony e forte demanda de suas telas, enquanto a aliança deu à Sony um parceiro para implementar pesados investimentos necessários na indústria de telas planas.

Reuters

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