Atualizada às 16h48 De acordo com a diretoria da escola, Clare Reece, a decisão de borrar os rostos dos alunos foi tomada por questões de segurança e serve para "proteger os alunos dos perigos em potencial da exposição na internet". "A escola leva muito a sério as questões de segurança na internet", disse Reece. Segundo ela, "nem todos os pais querem as fotos dos filhos publicadas na rede".
O site das fotos manipuladas virou notícia de destaque na Grã-Bretanha, onde casos de pedofilia costumam ter grande repercussão na mídia. Tablóides como The Sun, Daily Mirror e outros jornais questionaram a atitude da escola, chamando-a de "bizarra" e "alarmista".
Especialistas e pais de alunos ouvidos pelos jornais se mostraram divididos sobre o assunto. Muitos acharam que houve exagero por parte da escola. Outros apoiaram a decisão. "Qualquer pessoa que publica fotos de crianças na internet precisa considerar com cuidado os riscos colocados à criança", disse Chris Cloke, chefe do departamento de proteção à criança da Sociedade Nacional de Prevenção à Crueldade da Criança (NSPCC, na sigla em inglês).
"Mas neste caso, o impulso de proteger as crianças pode ter ido longe demais", disse Cloke.Para ele, as escolas e outras organizações que trabalham com crianças têm outras opções para proteger os alunos. "Colocar fotos das crianças em uma área protegida por senha que poderá ser acessada apenas pelos funcionários, pais e crianças é um exemplo", recomendou. "As escolas e outras organizações precisam tomar precauções para manter o equilíbrio entre a proteção e a celebração das conquistas das crianças", concluiu Cloke.
O receio de pedofilia é um fenômeno comum na Grã-Bretanha. Em diversos locais públicos como piscinas, parques dedicados à crianças e outros lugares, é proibido fazer fotografias como medida para proteger a imagem das crianças.
Em 2006, o governo britânico criou a primeira agência mundial de combate à pedofilia na internet para controlar e punir os casos de abuso sexual de crianças veiculados na rede.
BBC Brasil
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Iniciativa recebeu apoio de muitos, mas também severas críticas
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