
"Vários dos Estados que fazem parte da lista dos quinze 'Inimigos da Internet' que publicamos hoje intervieram diretamente perante a Direção Geral da Unesco", acrescentou a nota da Repórteres Sem Fronteiras. O fato de que "a Unesco tenha voltado atrás evidencia a importância deste dia e da mobilização contra os Estados censores", afirmou a RSF.
A organização da ONU comunicou sua decisão à RSF na terça-feira à noite, na véspera do dia dedicado a denunciar a censura de Governos à web. A RSF, que acusou a Unesco de "covardia", publicou hoje sua lista de quinze Estados (dois a mais que o ano passado) considerados "Inimigos da Internet": Arábia Saudita, Belarus, Mianmar, China, Coréia do Norte, Cuba, Egito, Etiópia, Irã, Uzbequistão, Síria, Tunísia, Turcomenistão, Vietnã e Zimbábue.
Fontes da Unesco contaram à Agência Efe que os conteúdos publicados ontem à noite no site da Repórteres Sem Fronteiras não respeitavam o acordo ao qual ambas as entidades tinham chegado e que, embora o organismo da ONU destaque seu apoio à liberdade na Internet, não pode apontar nações concretas.
Pelo menos 62 ciberdissidentes estão presos no mundo e, em 2007, foram fechados ou tornados inacessíveis mais de 2,6 mil sites, blogs ou fóruns de discussão, segundo a RSF.
Entre as atividades do dia, a organização convocou os internautas a visitar seu site para criar um avatar (clone virtual), escolher uma mensagem, um cartaz e tomar parte nas manifestações cibernéticas que ocorrerão em nove dos países da lista.
EFE
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