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Quinta, 13 de março de 2008, 11h38 
Microsoft: computação paralela será próxima virada tecnológica
 
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Craig Mundie, o vice-presidente de pesquisa e estratégia da Microsoft, está certo de que sabe bem para onde a tecnologia está se encaminhando. Mas não sabe exatamente quando. Mundie, que assumiu a posição de principal visionário da Microsoft, posto ocupado até 2006 pelo co-fundador da empresa, Bill Gates, está preparando a companhia para uma virada tecnológica que, segundo ele, será tão grande quanto a ascensão do computador pessoal ou da Internet: a computação paralela.

"É mais fácil para nós ter um senso razoavelmente preciso do que vai acontecer, e até realizar bons avanços técnicos para concretizar essas mudanças", disse Mundie em entrevista à Reuters. "Mas quase tudo que tentamos fazer demorou mais do que esperávamos."

Mundie comanda o orçamento de pesquisa e desenvolvimento de 7 bilhões de dólares ao ano da empresa e conhece em primeira mão o tempo que pode ser necessário para desenvolver até mesmo as mais promissoras tecnologias. Afinal, foi ele que comandou os esforços da Microsoft no ramo da TV via Web e quanto a formas não tradicionais de computação.

A computação paralela vem sendo alardeada há anos como o próximo grande avanço da tecnologia e permitiria que computadores operassem mais rápido, dividindo as tarefas entre múltiplos microprocessadores em lugar de utilizar um processador único para realizar uma tarefa de cada vez.

O pleno potencial dessa tecnologia é quase imprevisível, mas ela poderia gerar grandes avanços em robótica ou aplicativos de software capazes de traduzir documentos em tempo real e em múltiplos idiomas.

A indústria da computação deu os primeiros passos em direção da computação paralela nos últimos, usando chips de "múltiplos núcleos", mas Mundie diz que isso é apenas "a ponta do iceberg".

Para maximizar a potência dos computadores, as produtoras de software terão de mudar a forma de trabalho de seus programadores. "O problema será difícil", admitiu Mundie, que trabalhava com computação paralela, no comando da Alliant Computer Systems, uma produtora de supercomputadores, antes de chegar à Microsoft. "Será um grande desafio nos próximos cinco ou 10 anos."
 

Reuters

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