À medida que jornais e revistas procuram pelas novidades de que precisam para prosperar no mundo da Internet, alguns vêm descobrindo que parte da resposta pode estar naquilo que costumavam ser em eras passadas.
As publicações estão redescobrindo seus arquivos, como uma pessoa que descobre que uma mesinha de café ganha de algum parente na verdade é uma valiosa antiguidade. Para revistas e jornais com longas histórias, material antigo pode renascer na Internet como uma maneira barata de atrair leitores, anunciantes e dinheiro.
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A Sports Illustrated, revista que enfrenta competição cotidiana, hora a hora, com rivais como ESPN, Yahoo Sports e outros, tem algo que seus principais rivais não podem oferecer: um tesouro de cinco décadas de reportagens e fotografias, a maior parte das quais de uma era na qual a revista dominou o segmento de cobertura esportiva em formato mais longo e a fotografia esportiva em cores.
Na quinta-feira, a Sports Illustrated lançará um site novo dentro de seu portal SI.com. O Vault conterá todos os artigos publicados pela revista ao longo de seus 53 anos de história, e boa parte das fotos, acompanhados por vídeos e outros materiais, em um banco de dados acessível a buscas.
A SI.com já atrai mais de seis milhões de visitantes únicos ao mês, de acordo com a Nielsen Online (as publicações insistem em que os números reais são muito mais elevados que a classificação da Nielsen), e executivos do grupo prevêem que o Vault possa elevar seu número de visitantes mensais em cinco milhões.
"O verdadeiro valor oculto disso é o que o novo site representará em termos de busca", disse John Squires, vice-presidente executivo da divisão da Time Warner que publica a Sports Illustrated. A decisão vai quadruplicar o volume de material contido no site.
"Teremos de percorrer um caminho longo nos serviços de busca, uma vez, mas sei que chegará o dia em que alguém vai buscar pelo nome de Johnny Unitas e os arquivos da Sports Illustrated estarão entre os retornos".
Muitas publicações, entre as quais a maioria das grandes revistas, continuam a oferecer pouco, ou nenhum acesso online a seus arquivos. E muitas daquelas que permitem que os leitores estudem suas histórias de maneira mais aprofundadas, por exemplo o jornal Washington Post ou a revista Atlantic Monthly - cujos arquivos remontam ao século XIX -, cobram pelo acesso aos artigos.
Mas crescente número de publicações vêm abrindo seus arquivos aos leitores online, ainda que apenas parcialmente, ou abandonando as exigências de pagamento, e afirmam que isso faz grande diferença quanto ao número de leitores atraídos.
Os executivos do setor dizem que embora artigos antigos atraiam menos interesse de anunciantes que artigos atuais, qualquer aumento importa em um momento no qual os jornais e revistas vêm enfrentado dificuldades para reter suas receitas publicitárias em mídia impressa.