
Uma caloura de uma universidade americana descobriu que seu nome estava circulando em um site de fofocas sobre o que rola no campus, o "Juicy Campus", algo como campus apimentado. Ela era rotulada como promíscua, feia e racista, entre outros, em posts que tiveram milhares de leitores. E não pode processar o criador do site ou algum responsável, pois o Juicy e sites similares são protegidos pelo Communications Decency Act, uma lei de 1996 criada para proteger autores da Internet da responsabilidade de comentários postados por terceiros.
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Segundo um artigo de Sunny Hostin, analista legal americano, a única maneira de processar os autores dos comentários é provar que foram feitas afirmações falsas e difamatórias, vistas por uma terceira pessoa, causando danos à sua reputação. A maior parte das juridições americanas reconhece como crime a difamação "por si mesma", quando alegações causam danos presumíveis ao requerente.
O portal Juicy Campus foi fundado em 2007 e alega ter a missão de disponibilizar online, de forma anônima e gratuita, conversas sobre estudantes de diversas universidades.
Entre os assuntos mais recentes estão os seios de uma professora, as garotas mais "galinhas" e os caras mais "gostosos", separados por instituições de ensino superior, cerca de 60 na última contagem. As postagens incluem opiniões racistas, sexistas e de preconceitos religiosos.
Ao ler os textos publicados, a garota sentiu como se tivesse levado um soco no estômago, de acordo com a CNN. Ela ligou para seus pais chorando, ganhou vários quilos, tem problemas para dormir e suspeita de todos a sua volta.
Redação Terra
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